A Fetin, Feira Tecnológica do Inatel, apresenta 101 projetos desenvolvidos por alunos do instituto e de instituições de ensino internacional. Entre os dias 26 e 28 de setembro, cerca de 400 estudantes participaram do evento, em Santa Rita do Sapucaí, cidade que é polo tecnológico em Minas Gerais. Foram apresentados projetos de tecnologia em saúde, segurança, internet das coisas e sustentabilidade, entre outras áreas.

“Já é o terceiro ano que estamos trabalhando com as 17 metas estabelecidas pela ONU [17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável]. Todos os projetos trazem muito disso na sua idealização. Também está presente o conceito da indústria 4.0. Os projetos apresentam muitas soluções que trazem integração da tecnologia com o ser humano”, conta o professor Wanderson Saldanha, coordenador da Fetin. Em 2018, a feira chegou à sua 37ª edição. Nos últimos dois anos os trabalhos foram expostos nos laboratórios e corredores do Inatel, onde os visitantes puderam conhecer não só os projetos, mas também o ambiente acadêmico.

Projetos de tecnologia

Estudantes participantes da Fetin são convidados a montarem equipes de até quatro pessoas, para desenvolver ideias que extrapolam conteúdos da sala de aula. Confira, no Ondas da Ciência:

Conheça dois projetos desenvolvidos para a feira:

Monitoramento de barragens de rejeitos minerais

Foto: Divulgação/Inatel

O projeto consiste em um sistema composto por dois sensores que medem a umidade e deslocamento do solo no interior da estrutura de uma barragem. O controle das informações obtidas pelos sensores é feito pelo microcontrolador Arduíno ATMEGA 2560. Por meio de um aplicativo, o operador poderá visualizar a situação da estrutura, o nível de umidade e a posição dela em cada eixo. “Além de barragens de rejeitos, o sensor pode ser aplicado em encostas, alertando sobre possíveis deslizamentos de terra”, explica Matheus Gonçalves de Souza. O estudante é representante do grupo de quatro estudantes de Engenharia de Controle e Automação do Inatel, responsáveis pelo desenvolvimento do sistema.

Os sensores são instalados em pontos estratégicos da barragem, com o objetivo de aumentar a confiabilidade da medida. A partir das informações recebidas pelos sensores, o microcontrolador analisa três estados para averiguar a situação dos diques: normal, alerta e risco. A unidade de controle compara os valores medidos com outros pré-determinados e, caso haja alguma alteração fora do comum, mostra que ocorreram mudanças na estrutura dos diques.

Detector de Diabetes através do hálito

Foto: Divulgação/Inatel

Com a intenção de reduzir a necessidade de picadas no dedo com o objetivo de verificar índice glicêmico no sangue, estudantes de Engenharia Biomédica desenvolveram um dispositivo que detecta o nível de corpos cetônicos expelidos pelo hálito. A concentração de acetona que é eliminada pode variar de 0,3 a 0,9 partes por milhão em uma pessoa saudável. Em uma pessoa com diabetes, esse número é superior a 1,8 partes por milhão. Esses valores são lidos pelo sensor e processados por um microcontrolador. O resultado obtido será enviado para um aplicativo, mostrando quais providências devem ser tomadas.

Conheça outros projetos apresentados na Fetin 2018.