A inserção em jogos e modalidades de esporte requer processos de aprendizado. Na UFMG, o Centro de Estudos de Cognição e Ação (Ceca) realiza diversos projetos no laboratório, com esportes como badminton, futsal, basquete e handebol, entre outras modalidades. Os pesquisadores trabalham com diferentes modelos pedagógicos e com sequências possíveis para os processos de ensino, aplicados independentemente da modalidade esportiva.

Os pesquisadores do Ceca trabalham junto de treinadores e clubes mineiros, analisando principalmente pequenos jogos, por exemplo, três contra três. No grupo, acompanham a evolução dos jogadores e fazem repasse dos resultados para os times parceiros. Nesse Ondas da Ciência, o professor Pablo Juan Greco fala mais sobre o trabalho desenvolvido na universidade. Coordenador do Ceca, o pesquisador estuda Cognição e Ação em Pedagogia do Esporte e Treinamento Esportivo na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG.

Métodos de ensino no esporte

Professores e treinadores podem usar métodos de ensino formal e métodos de aprendizado incidental para ensinar alunos e atletas. Os métodos de ensino formal se ligam a um tipo de treinamento que perpassa análise de jogo, comentários e ensinamentos diretos dos professores. Já os modelos de ensino aprendizado incidental se apoiam na noção de que o professor apresente atividades previamente estruturadas com conteúdos que devem ser aprendidos na aula, via jogos. Esses métodos podem ser aplicados em qualquer espaço de ensino. Pablo Greco lembra que crianças de até 12 anos aprendem melhor com aprendizado incidental e, a partir dessa idade, com métodos formais.