Polímeros são compostos formados por macromoléculas, formadas por monômeros. Os polímeros podem ser naturais ou sintéticos, termoplásticos ou termofixos. Apresentam determinadas propriedades de acordo com os monômeros que formam a macromolécula. Alguns exemplos de polímeros sintéticos são o Polietileno, conhecido como PET, e o Policloreto de Vinila, o PVC. Como são muito utilizados, na indústria e na vida cotidiana, a reciclagem de polímeros minimiza o acúmulo desses materiais no meio ambiente e permite poupar matérias-primas e energia.

Mas procedimentos de reciclagem acabam levando à danificação dos materiais e ao comprometimento das suas propriedades, principalmente as mecânicas. “Polímeros que passam por várias etapas de reciclagem comumente apresentam resistência mecânica mais baixa, rigidez mais elevada e também alterações na coloração”, explica Rodrigo Oréfice, professor do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da UFMG.

Uso de nanocomponentes

O professor Rodrigo Oréfice coordenou projeto que estudou a incorporação de nanocomponentes em polímeros reciclados. O uso dessas substâncias tenta recuperar algumas das propriedades originais dos polímeros. O objetivo é permitir que a reciclagem possa ser usada um número maior de vezes.

Os nanocomponentes escolhidos tem origem natural, para minimizar interferências ambientais. Foram preparados derivados da quitina, polímero muito encontrado em resíduos de pesca. A pesquisa foi conduzida com apoio da Fapemig e teve a participação de alunos de graduação e pós graduação da UFMG.

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Reciclagem de polímeros

No Brasil, a reciclagem de polímeros tem avançado bastante. Segundo Rodrigo Oréfice, há um vasto mercado consumidor baseado em itens mais simples, com valores agregados mais baixos e preços inferiores. “Ainda há espaço para se expandir a reciclagem, principalmente de polímeros considerados mais nobres e com uma quantidade menos elevada de utilização”, afirma o professor da UFMG.