Definir ou tentar estabelecer um limite do que pode ser compreendido como arte, se é que podemos fazê-lo, é uma dura tarefa que exige responsabilidade e bom senso. Nos tempos atuais, esse desafio se revela à medida em que nos vemos diante de novas possibilidades de produção artística, cada vez mais versáteis e interativas. 

As novas formas de pensar a arte integram outras áreas e alargam cada vez mais essa fronteira do olhar artístico. Eis a questão: Poderia a ciência também contribuir para o intento de produzir arte? A tecnologia pode ser um caminho de possibilidades para que o artista construa uma ponte entre o que se pretende provocar e o que o público sente ou percebe?

Quando pensamos em arte, não é raro termos como referências grandes pintores ou produções clássicas que muitas vezes delimitam nosso entendimento do que são as produções artísticas dentro do senso comum. Quadros como Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, ou A Noite Estrelada, de Vincent Van Gogh, seriam facilmente lembrados se perguntássemos ao público de variadas idades sobre obras de arte.

Em contrapartida, a chamada arte moderna, mais conceitual e diversificada no que diz respeito à forma de produção, mostra que podemos ir muito além da utilização desse ou daquele material, formato ou técnica. Pode ser o convite a um mergulho mais fundo que provoca nossa sensibilidade ao máximo.

Pensando na possibilidade de utilização de equipamentos eletrônicos como um caminho possível de produção artística e que dialoga com as demandas atuais, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, em Belo Horizonte até o dia 19 de março, propõe a exposição “Disruptiva”. A ideia é que  o indivíduo possa interagir diretamente com as obras, buscando o contato direto com o trabalho artístico.

Keyla Muniz, educadora no Centro Cultural do Banco do Brasil, falou um pouco sobre esse novo horizonte que utiliza a ciência, por meio da inovação, como componente fundamental na construção do novo ‘fazer’ artístico.