Em 2016, o Merg, Grupo de Pesquisa da Epidemia de Microcefalia, identificou a associação entre o vírus da Zika e a microcefalia. O grupo é formado por pesquisadores de diversas especialidades e instituições, e uma das responsáveis pelo trabalho é Celina Turchi Martelli.

Professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) e pesquisadora convidada na Fiocruz de Pernambuco, Celina foi indicada entre as cem pessoas mais influentes do mundo pela revista norte-americana Time. No fim do ano passado, a epidemiologista foi citada na lista dos dez cientistas mais importantes de da revista Nature.

Epidemia de microcefalia

Em 2015, começou-se a falar na epidemia de microcefalia, que atingia principalmente os estados do nordeste. A microcefalia é uma malformação caracterizado pela presença de perímetro cefálico igual ou inferior a 33 centímetros. A condição leva a problemas neurológicos e motores.

O Merg foi formado quando ainda não se tinha um agente etiológico associado e responsável pela condição. A proposta do grupo foi investigar todas as crianças que nascessem nas maternidades públicas de Recife com menor perímetro cefálico. Durante 2016 foram investigadas 91 crianças com essa característica e crianças controle, com perímetro cefálico considerado normal.

Celina Turchi esteve na 69ª Reunião Anual da SBPC, na UFMG, onde falou sobre o trabalho do grupo e sobre as relações entre o vírus da Zika e a microcefalia. Escute a entrevista completa nesse Ondas da Ciência!