Já é sabido que a fluidez com que as notícias rodam o mundo acaba potencializando a criação de esferas de discussões e a união de grupos com ideologias semelhantes por meio das redes sociais. Contudo, mesmo que seja parte do cotidiano, esse fenômeno pode causar problemas.  Prova disso, é o avanço dos movimentos de pessoas contrárias à vacinação no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, houve uma queda no índice de cobertura de alguns imunizantes oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2016, por exemplo, a cobertura da segunda dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, teve adesão de apenas 76,7% do público-alvo.

Embora esse movimento seja recente no Brasil, em países da Europa e nos Estados Unidos, a recusa à vacinas já está gerando grandes impactos na saúde. Neste ano, durante os dois primeiros meses, mais de 1.500 casos de sarampo foram relatados em 14 países europeus. O Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças atrelou esse número “ao acúmulo de indivíduos não vacinados”.

Tanto no Brasil quanto nesses países, a disseminação de informações contra as vacinas ocorre principalmente via redes sociais. Recentemente, uma pesquisa realizada pela Agência Estado, identificou que, no Facebook BR, cinco desses, reunindo mais de 13,2 mil pessoas. Nesses locais, os pais argumentam sobre a decisão de não vacinarem os filhos, utilizando matérias de cunho duvidoso. Além disso, eles também trocam informações para não serem denunciados.

Tanto a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) se posicionaram contra esses movimentos e alertaram sobre os riscos que a falta de vacinação pode causar na saúde pública, aumentando o risco de epidemias de doenças que podem ser combatidas por meio da vacina.