Pós-verdade foi a palavra do ano de 2016, segundo a Oxford Dictionaries. A equipe Minas Faz Ciência discutiu o tema, nessa terça-feira, durante a primeira reunião acadêmica de 2017. Nesses encontros, são debatidos assuntos que impactam nosso processo de produção jornalística ou aspectos relevantes sobre divulgação científica.

Debatemos o conceito de pós-verdade, definido pela instituição: um substantivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. Nesse sentido, concluímos que o nome “pós-verdade” é dado com certo tom de ironia, pois se refere a mentiras bem contadas.

O termo cresceu muito no ano passado devido ao uso, principalmente, em redes sociais. Também são elas as responsáveis por potencializar a distribuição de notícias falsas. Foi possível concluir que a pós-verdade é sinal de superficialidade, o que nos obriga a repensar processos de produção de conteúdo.

Pós-verdade muda o contexto de checagem de informações, a edição e as escolhas que o jornalista faz na construção de um texto. No caso da divulgação científica, nos questionamos sobre: qual é o peso das fontes legitimadoras em matérias de divulgação científica, levando em conta que as pessoas acreditam muito em informações distribuídas por amigos e parentes?

Muitas respostas apareceram e outras perguntas também. Pensamos juntos que a ciência não explica tudo e que continuaremos empenhados no desafio de fazer divulgação cientifica. Não é à toa que o tema da pós-verdade será novamente abordado em uma reportagem completa na próxima edição da revista Minas Faz Ciência, no fim deste mês. Não percam esta leitura!

A Mariana Alencar conta mais sobre a reunião de hoje:

 

Saiba mais sobre pós-verdade:
From Ear Candling to Trump: Science Communication in the Post-Truth World

Filosofia da falsa polêmica

The True History of Fake News

O que é ‘pós-verdade’, a palavra do ano segundo a Universidade de Oxford