Na segunda parte da entrevista com o professor Evaldo Ferreira Vilela, presidente da Fapemig, falamos sobre a posição do Brasil no ranking mundial da invoação tecnológica. Em 2014, a Organização Mundial de Propriedade Intelectual fez um levantamento em 143 países, e ficamos na posição de número 61.

Para melhorar a atuação do país nessa área, é preciso favorecer a criação de um ambiente de colaboração. O professor acredita que as Universidades, centros de pesquisa e empresas ainda trabalham sozinhas:

“A gente mais compete do que colabora”.

Há um grande desafio pela frente. “Linkar o trabalho feito pela Fapemig com o mercado, com as necessidades da população, é uma tarefa difícil. Veja o problema da água, por exemplo: quanta tecnologia o Brasil já desenvolveu e pode desenvolver sobre a questão da água, a descontaminação, os hidrômetros mais modernos e digitais. Há uma carência absurda de soluções para  os problemas atuais e a Ciência é capaz de ofertar isso, mas é um processo”.

Para inovar, não basta apenas gerar o conhecimento por meio do fomento, papel que a Fapemig cumpre com o pagamento de bolsas, financiamento de projetos, realização de eventos e compra de equipamentos. O processo de inovação se dá a partir da articulação entre o novo conhecimento e o mercado – e essa articulação, por sua vez, demanda investimentos financeiros. “O Brasil ainda está fragilizado nesse sentido. As instituições não conversam entre si e, muitas vezes, não estão focadas em resolver os problemas da população”.

Saiba neste programa o que falta para avançarmos ainda mais neste sentido: