Tramas do “eu” e mistérios da identidade narrativa

Ao analisar as nuances por trás do “locutor do discurso”, o filósofo Paul Ricoeur (1913-2005), um dos mais importantes pensadores franceses do pós-guerra, constrói amplo panorama acerca dos “mistérios” da identidade.

Nesta importante obra, traduzida à língua portuguesa por Ivone C. Benedetti e agora publicada pela editoria WMF Martin Fontes, o pensador lança problematizações ao vento: “Quem é o agente ou o paciente da narrativa? Quem é o responsável por um ato?”.

Catedrático em Filosofia e doutor em Letras, Ricoeur promove, em O si-mesmo como outro, dez relevantes estudos, nos quais “pretende ficar tão distante da apologia do Cogito quanto de sua destituição”. São investigações sobre temas como “A ‘pessoa’ e a referência identificadora”, “A enunciação e o sujeito falante”, “Da ação ao agente”, “O si e a identidade narrativa” e “O si-mesmo e a sabedoria prática”.

[infobox title=’Leia um trecho:’]“Sujeito enaltecido, sujeito humilhado: ao que parece, é sempre por meio dessa inversão entre o pró e o contra que se faz a abordagem do sujeito; daí seria preciso concluir que o ‘eu’ das filosofias do sujeito atopos, sem lugar garantido no discurso. Em que medida se pode dizer que a hermenêutica do si-mesmo, aqui elaborada, ocupa um lugar epistêmico (e ontológico, como se dirá no décimo estudo) situado além dessa alternativa de cogito e anticogito.”[/infobox]

Ficha técnica:

Livro: O si-mesmo como outro

Autores: Paul Ricouer

Editora: WMF Martins Fontes

Páginas: 438

Ano: 2014

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