Com o MMCafé lotado para além da capacidade máxima e gente esperando do lado de fora, os professores e pesquisadores Eduardo Barrere (UFJF) e Nívio Ziviani (UFMG) falaram no primeiro dia do Pint of Science sobre um tema que já saiu da ficção científica e virou realidade nas nossas vidas: a automatização de tudo.

Big Data, Machine Learning, Internet das Coisas (IoT), Internet Preditiva… O que esses termos têm em comum?

Barrere destacou que são soluções desenvolvidas para lidarmos com o imenso volume de informações gerado por empresas e pessoas nos últimos anos. Para ele, quem sabe lidar com essas informações de maneira estratégica tem vantagem competitiva.

Clima, transporte, trânsito, dicas de alimentação e turismo, praticamente tudo na nossa vida e no nosso dia a dia hoje gera informações. Nós somos os maiores produtores dessas informações e os grandes responsáveis por passá-las adiante.

Ao compartilhar gostos e rotinas nas redes sociais digitais, colaboramos para o aumento dessa rede informacional e passamos a fazer parte de um mercado gigantesco, que movimento bilhões de dólares. Quando bem manipulados, esses dados podem detectar comportamentos e prever tendências cruciais para o desenvolvimento da sociedade, daí o seu valor.

Os 5 Vs da informação

Informação é preciosa mas, para ter potencial de venda, deve responder aos 5 Vs apresentados por Barrere: Volume, Variedade, Veracidade, Velocidade e Valor. “Saber tirar o melhor proveito estratégico dessas informações é um diferencial dos bons profissionais, que acumulam experiência para analisar e tratar esse volume grande de dados”, destacou o professor da UFJF.

E de experiência Nívio Ziviani entende. Formado em Engenharia Mecânica pela UFMG (1971), com mestrado em Informática pela PUC-RJ (1976) e doutorado em Ciência da Computação na University of Waterloo (1982), o professor emérito de Ciência da Computação na UFMG é também pesquisador e empreendedor.

Autor do livro Projeto de Algoritmos, ele atua nas áreas de algoritmos, recuperação de informação, sistemas de recomendação, compressão de textos, aprendizagem de máquina e áreas relacionadas. Ele passou pelas três grandes ondas de sua área, desde a metabusca, nos anos 1990, passando pela busca e chegando aos estudos de aprendizado de máquinas (inteligência artificial).

Ziviani foi co-fundador da Miner Technology Group, vendida para o Grupo Folha / UOL em junho de 1999, Akwan Information Technologies, vendida para a Google Inc. em julho de 2005, Zunnit Technologies (2009), Neemu Technologies (2010). Atualmente, é Presidente do Conselho de Tecnologia da Kunumi (2016), empresa que criou o primeiro rap do mundo com inteligência artificial.

“O futuro não precisa de nós”

Lucas Moacir (Fapemig), Nívio Ziviani (UFMG) e Eduardo Barrere (UFJF)

Com essa frase, Ziviani explicou aos presentes que o desenvolvimento da inteligência artificial já prevê um mundo em que computadores aprendem autonomamente, por meio de redes neurais, sem serem diretamente programados.

Essa quebra de paradigma  traz inúmeras consequências para as relações homem-máquina, com impactos na concepção de cidades inteligentes e novas formas de coleta, representação e uso estratégicos de dados em áreas como saúde e políticas públicas.

Dentre as previsões apresentadas  por ele, em 2045, a inteligência artificial já superará os seres humanos. Você está preparado para viver num mundo assim? 😉

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