Ansiedade: borboletas voam dentro de nós

Aquele friozinho na barriga, a poucos dias de um evento importante, como prova de Matemática ou viagem à casa dos vovôs, é sentimento que todo mundo já experimentou.

Muitas vezes, essa sensação de “borboletas no estômago” vem acompanhada de batimentos cardíacos acelerados, falta de ar e mãos suadas.

Tais sintomas indicam algo conhecido como “ansiedade”.

Segundo Ana Maria Lopes, psiquiatra e professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG, essa “fábrica de borboletas” nada mais é que uma reação comum, de nosso corpo, diante de situação que nos causa grandes expectativas.

Porém, quando os sintomas fogem de nosso controle e nos prejudicam de alguma forma, é preciso ficar atento a eles.

“A ansiedade é uma resposta normal do organismo, principalmente, diante de situações novas. Só é necessário estar atento a situações em que os sintomas comecem a atrapalhar nosso dia a dia. Se você sente, por exemplo, o coração disparar diante daquela prova complicada, o que o faz tirar uma nota ruim, a situação se torna preocupante”, alerta a médica.

“Bora” pro parque!

Por se tratar de algo comum em nosso organismo, a ansiedade não pode ser evitada.

Qualquer pessoa que gosta muito de futebol, por exemplo, fica ansioso antes de o time do coração disputar a final.

Todo mundo sabe, também, como o que é esperar a hora de abrir os presentes no dia do aniversário.

Devemos, entretanto, tomar certos cuidados, para que esses sentimentos não causem sofrimento e acabem nos impedindo de desfrutar as boas coisas da vida.

Nesses casos, expectativas comuns podem acabar se transformando no chamado “Transtorno de Ansiedade”.

Segundo Ana Maria, a melhor maneira de evitar que o sentimento evolua para algo mais sério, e gere problemas, é viver a vida de forma saudável.

“É preciso estar em contato com a natureza, ter uma vida ao ar livre, brincar com outras crianças ‘ao vivo e a cores’, por exemplo”, explica.

Também é bem importante manter diálogo constante com seus pais e professores.

Quando a preocupação com alguma coisa é muito grande, a ponto de deixar alguém triste ou fazer com que aquela pessoa tenha dificuldades de se concentrar e pegar no sono, é preciso informar a um adulto sobre isso.

Nesses casos, eles podem ajudar a avaliar se seria bom procurar um profissional da saúde.

Portanto, não fique calado, hein?! O segredo para evitar que aquele friozinho na barriga se transforme em algo ruim é evitar preocupações e viver uma vida mais leve.

Você precisa, mesmo, é ser criança, brincar e entender que a ansiedade faz parte de nossas vidas!

Sobre o(a) autor(a)

Mariana Alencar

Mariana Alencar

Jornalista graduada pela UFMG (2015) e mestre em Textualidades Midiáticas na mesma universidade. Graduada também em Geografia (2011) pela UFMG. Atualmente, integra a equipe do PCCT desenvolvendo reportagens para a revista Minas Faz Ciência e Minas Faz Ciência Infantil.
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