Concurso de divulgação científica premia quem dança a própria tese


Publicado em 16/12/2019 às 08:00 | Por Verônica Soares

Estão abertas as inscrições para o concurso de divulgação científica que convida pesquisadores de todo o mundo a dançarem suas teses.

Sim, isso mesmo. O “Dance Your Ph.D” é uma competição anual que desafia cientistas a explicarem suas pesquisas de doutorado através da dança interpretativa.

Em sua 12ª edição, o concurso de divulgação científica patrocinado pela AAAS (Associação Americana para o Avanço da Ciência, em tradução livre) e pela revista Science, uma das mais importantes revistas científicas do mundo, propõe que pesquisadores abandonem slides ou jargões e consigam explorar suas teses sem falar nada.

Não importa se você está apenas começando seu doutorado. ou você completou décadas atrás. Toda ciência deve ser explicada com dança.

Concurso de divulgação científica dá prêmio em dinheiro

A vencedora ou o vencedor do concurso pode levar para casa US$ 1.000,00 e ainda se tornar bastante popular nas mídias sociais.

As regras de participação determinam que candidatas e candidatos devem ter um Ph.D. ou estar trabalhando em um como aluna ou aluno.

A tese deve estar em um campo relacionado à ciência (consulte as perguntas frequentes), a candidata ou candidato deve fazer parte da dança.

As regras completas e oficiais podem ser encontradas aqui.

Para participar, é simples:
  1. Transforme sua tese em uma dança.
  2. Poste o vídeo no YouTube.
  3. Envie o link para a AAAS até 21 de janeiro de 2020.

Conheça a brasileira finalista em 2017

Em 2017, a pesquisadora pernambucana Natália Oliveira ficou conhecida no Brasil e no mundo como finalista do concurso Dance Your Ph.D. Natália ganhou o voto popular na categoria “Química”.

A bióloga explicou sua pesquisa em um vídeo em que dança vogue. O estilo urbano nasceu entre a comunidade LGBT nas periferias dos Estados Unidos, nos anos 1980, ganhou visibilidade ampliada num clipe da popstar Madonna e, recentemente, virou símbolo da resistência política gay e do empoderamento feminino.

Ela é uma das pesquisadoras apresentadas no e-book Mulher Faz Ciência, publicado em 2019 pelo projeto Minas Faz Ciência.

Confira o vídeo :

Com informações da AAAS.
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