As galáxias de McLuhan

aldeia global

O ano de 2014 marca o quinquagésimo aniversário da obra “Os meios de comunicação como extensões do homem” (Understanding Media), de Marshall McLuhan. O texto não só introduziu o conceito do meio como mensagem, mas também apresentou ao mundo a metáfora da aldeia global.

Ao longo desse meio século, podemos dizer que, cada vez mais, os grandes centros urbanos são vividos, percebidos, representados e construídos como um fenômeno “mediado”. Como McLuhan identificou em 1964, a aldeia global de hoje é um lugar de experiências simultâneas; um lugar de sobreposições entre o real e o eletrônico/digital; um lugar não apenas influenciado pelo conteúdo dos meios, mas sim, um espaço transformado pela própria natureza desses meios de comunicação.

Dentre as muitas reflexões a que essa constatação pode nos levar, destacamos esse cenário em que as linhas entre o real e o virtual, o vivido e o registrado tornam-se indistintas. Para alguns autores, isso representa a inevitável evolução do espaço urbano na era digital: ao mesmo tempo em que há um envolvimento corpóreo, físico com o lugar, esse corpo também é deslocado desse lugar, interagindo com outros espaços como, por exemplo, o espaço de fluxos.

Sendo assim, revisitar a obra de Marshall McLuhan é importante não apenas para pensar o mundo atual, mas também para ressignificar muitos dos termos que ele introduziu e que hoje que correm o mundo, por vezes, desligados dos conceitos em que estiveram previamente ancorados: “Aldeia global”, meios “frios” ou “quentes”, as tecnologias como “extensões” dos órgãos e dos sentidos do corpo humano; e, talvez, o mais desafiador e controverso “o meio é a mensagem”.

Abaixo seguem alguns links para quem deseja conhecer mais o autor e suas obras:

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