Sono elimina as toxinas acumuladas durante o dia


Publicado em 13/11/2013 às 14:33 | Por Ana Luiza Gonçalves

Man in disturbed slumber

Image by © JPM/Corbis

Durante o dia estamos pensando na nossa rotina e numa série de obrigações que precisamos cumprir e, por isso, nossas células ficam ativas e as toxinas se acumulam em nosso cérebro. É na hora de dormir que as células nervosas diminuem e abrem espaço para que ocorra uma lavagem cerebral. Essa constatação foi verificada após um experimento feito com roedores, no laboratório de cientistas da Universidade de Rochester, nos EUA, que mostrou que o sono é essencial para fazer essa limpeza.

Acumular detritos faz parte do funcionamento normal do cérebro, que em algum momento do dia precisa eliminar essas substâncias. Os pesquisadores compararam camundongos acordados com adormecidos e verificaram que o fluido cerebrospinal, um líquido presente no cérebro, passa com mais liberdade pelo espaço intersticial, que são as lacunas entre o órgão, durante o período do sono. Embora essa possa ser uma das razões pelas quais muitos animais precisam dormir, ainda não se sabe se é esse acúmulo que induz o sono ou não.

O que acontece é que quando o cérebro começa a acumular proteínas, os neurônios não funcionam normalmente e durante o sono as células inativas ficam murchas e liberam espaço para a passagem do fluido cerebrospinal. Nesse momento, o que se acumulou é colocado para fora e vai para a circulação sanguínea e depois para o fígado, onde é destruído.

A pesquisa também revelou que uma das moléculas expulsas pelo fluido cerebral durante essa limpeza é a beta-amiloide, proteína ligada ao mal de Alzheimer. Segundo os pesquisadores, essa proteína está ligada à perturbação do sono, pois a falta de espaço intersticial pode acumular lixo metabólico e danificar o cérebro.

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