Ângelo Machado conta ¨história de verdade¨ de mentirinha

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Professor Ângelo Machado em seu escritório, cercado de livros e libélulas

 

O doutor Ângelo Barbosa Monteiro Machado, ou simplesmente Ângelo Machado, como ele prefere, é um cientista único. Com trajetória invejável tanto dentro quanto fora da ciência, ele traz no currículo feitos especiais, nos campos da medicina, entomologia, literatura e teatro, sempre prestando atenção especial à popularização da ciência, que ele considera como muito importante para o desenvolvimento da nação e uma obrigação – especialmente – das instituições públicas que fazem pesquisa.

Nascido em 1934, formou-se médico no ano de 1958, pela UFMG, onde prestou dois concursos para professor do Instituto de Ciências Biológicas.

Co-criador do Show Medicina – espetáculo cênico totalmente encenado e montado pelos estudantes do curso, como médico pesquisou o sistema nervoso central, criou o laboratório de Neurobiologia, alcançou o título de professor titular de neuroanatomia e criou o Centro de Microscopia Eletrônica do ICB, ao lado da esposa, Conceição Ribeiro da Silva Machado, com quem fez parceria em todas as áreas da vida.

Aposentado, em 87, o que até então era hobby, o interesse especial pelas libélulas o levou a prestar outro concurso para professor. Desta vez de entomologia, ciência que estuda os insetos, no departamento de Zoologia da UFMG.

Nessa nova carreira descreveu 48 novas espécies e quatro gêneros de libélulas, sempre reconhecido pela astúcia, dedicação e humor irreverente. Como homenagens, seu nome foi dado a 28 outras espécies de insetos, por outros pesquisadores.

Segundo ele, aí foi necessário criar um novo hobby e passou a se dedicar à literatura, tendo conquistado o mais alto reconhecimento da área, o prêmio Jabuti, em 93.

Além do livro “Neuroanatomia Funcional”, lançado nos anos 70 e adotado até hoje em vários cursos de medicina e em outros da área da saúde, são mais de 30 títulos destinados ao público infantil, alguns de  entretenimento, como “O Rei Careca”, e  outros de divulgação científica, como a “Viagem de Tamar – a tartaruga verde do mar”, por exemplo, ao lado dos cinco livros da série “Gente tem, bicho também”: dente, língua, garganta, nariz e olho, são algumas dessas obras. Mas ele também para o público adulto.

“Manual de sobrevivência em festas e recepções com bufê escasso”, se tornou um dos maiores sucessos para os maiores ao ser potencializado pelo teatro, onde há vários anos faz sucesso em Belo Horizonte. No teatro infantil, no último Festival do Teatro e da Dança da capital mineira emplacou várias peças, dentre elas “O Rei Careca” e “O casamento da Ararinha Azul”.

Neste podcast, com bom humor e muita perspicácia, o professor-pesquisador-autor, um dos mais reconhecidos divulgadores científicos brasileiros da contemporaneidade, comenta sua trajetória e destaca a importância de ensinar ciência, de forma atraente, ainda na infância. E até sugere uma estratégia para isso. A entrevista foi feita em sua casa. Ao lado de muitos livros, coleções didáticas de borboletas, besouros e libélulas. Muitas libélulas…

Ouça a primeira parte dessa série do Ondas da Ciência #18: “Ângelo Machado: história de verdade contada de mentirinha“.

E não deixe de dar sua opinião a respeito ou sugestão para nossos próximos podcasts (Comentários).

Produção e edição: Marcus Vinicius dos Santos

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