Pacientes que usam próteses articulares costumam lidar frequentemente com a contaminação por bactérias e a inflamação causada por afrouxamento da prótese.  Atualmente, não existe um método capaz de distinguir as duas causas.

Diante disso, um antibiótico marcado por substâncias radioativas para diferenciar inflamação de infecção tem sido desenvolvido pelo pesquisador Valbert Cardoso, da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).

Para isso, utilizam-se imagens cintilográficas,  método de diagnóstico por imagem da Medicina Nuclear, sem a necessidade de cirurgia.

Segundo o pesquisador, quando o paciente que utiliza prótese sente dor, o diagnóstico é difícil de ser realizado com as técnicas de imagens convencionais como radiologia, tomografia computadorizada (TC) e ressonância nuclear magnética (RNM).

Esses métodos não são capazes de fazer diagnósticos diferenciais de processos inflamatórios e infecciosos. Com o antibiótico desenvolvido, seria possível injetar, fazer uma imagem e identificar o possível foco infeccioso, auxiliando o médico e trazendo informações antes de fazer uma cirurgia, o que resulta em diferentes tipos de tratamento.

Segundo Cardoso, a pesquisa tem um potencial promissor, visto que ainda não existe nos mercados nacional e internacional método capaz de diferenciar inflamação de infecção.

Atualmente, o projeto busca parceiros para realizar a transferência de tecnologia e colocar o produto no mercado. “O pedido de patente já foi feito e agora estamos em busca de um parceiro da indústria farmacêutica para transferir a tecnologia, viabilizar a colocação do produto no mercado e atender o diagnostico diferencial na medicina nuclear”, conclui Valbert.

Saiba mais:

Entrevistas com o professor Valbert.

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