A compra pela confiança: pequenas lojas de conveniência sem atendentes chegam a BH

Trata-se do Mercado Honesto, pequenas lojas de auto serviços espalhadas por empresas, coworkings e condomínios, no qual o cliente consome e paga sem a necessidade de atendentes

As inovações a cada dia mais presente na vida das pessoas, também têm mudado as relações comerciais entre clientes e estabelecimentos. Sempre com o suporte tecnológico, empresas buscam oferecer facilidades e comodidade aos consumidores modernos que parecem estar mais se adaptando a novos tipos de negócios. Uma das novidades trata-se do Mercado Honesto, pequenas lojas de conveniência de auto serviços espalhadas por empresas, coworkings e condomínios, no qual o cliente consome e paga sem a necessidade de atendentes. É compra base em confiança!

A ideia iniciou junto aos coworkings americanos, no qual percebeu-se que era necessário ter um local para as pessoas consumirem, no entanto não era preciso montar uma estrutura com colaboradores para fazer esse atendimento. Na ocasião, o cliente pega o produto, consome, e ele mesmo efetua o pagamento. Tudo com base na confiança e na boa fé dos clientes.          

E como a inovação ultrapassa barreiras de forma rápida, esse tipo de negócio chegou em Belo Horizonte. A empresa C-Market passou a atuar na capital mineira e já está presente em empresas e em condomínios na região de Nova Lima. Uma loja de conveniência com um variado mix de produtos e disponível 24 horas. A loja funciona de maneira 100% autônoma, sob o sistema “honest market”, ou seja, o cliente tem autonomia para escolher e finalizar sua compra sem interferências.

A empresa não cobra pelo custo de instalação e realiza todo o suporte de logística e reposição dos produtos. Ganha em cima do que vende. De acordo com Tomás Duarte, um dos sócios do C-Market, a loja de conveniência simplificada traz conforto e comodidade aos colaboradores de empresas que está instalada bem como a moradores de prédios e condomínios. Segundo ele, até mesmo devido a pandemia global houve uma descentralização do varejo físico supermercadista fazendo com que as pessoas consumam mais em ambientes que se sintam mais seguras. “Estamos em quatro unidades em condomínios como o Vale dos Cristais por exemplo. Este ano queremos fechar em dez e a meta para 2021 é 100”, acredita Tomás.

Confiança é a alma do negócio

Sobre a logística, Tomás explica que um time de operações roda todo dia acionado pelo sistema de gestão. Há um hardware totem touch-screen para cada unidade. O cliente pega e compra sozinho realizando o autosserviço. Como tudo é conectado à internet,  dá para saber a quantidade e quais produtos foram consumidos para programar a hora certa para reposição. Há também câmaras de segurança em todas unidades, bem como um serviço de atendimento ao cliente via WhatsApp.

Sobre o consumo no qual as pessoas deixam de pagar, Tomás afirma que acontece e a empresa o chama de Taxa de Esquecimento. Ele é calculado de todo faturamento consolidado do período, no qual porcentagem representa o valor do faturamento bruto menos o valor de itens sem pagamento. Dentre as primeiras experiências do C-Marketing, esse índice da Taxa de Esquecimento gira em tornos de 7,3%. “Queremos chegar a 0%”, afirma o sócio.

Outro ponto é o cuidado para que menores de 18 anos não comprem bebidas alcóolicas. Para isso, a C-Market criou barreiras de segurança que vão desde a consulta do CPF do cliente ao vivo na Receita Federal para saber se realmente tem mais de 18 anos e trava nos freezers para liberar somente em caso de identificação. “Também liberamos o freezers por meio de uma senha previamente estabelecida aos maiores de 18 anos”, garante ele.  

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