Startup leva terapias holísticas e integrativas para dentro das empresas

Holos tem objetivo de viabilizar saúde e bem estar em ambientes corporativos

Foto: Holos/Divulgação

Inovação é você facilitar o acesso a algo que, muitas vezes, é difícil chegar à grande parte da população. Na minha área, estou conseguindo inovar levando às pessoas técnicas de 4 mil anos que não são acessíveis porque tem misticismo por trás. Inovação é popularizar e conectar, não necessariamente precisa ter tecnologia, basta levar com poucos recursos coisas que fazem bem para a humanidade. Minha missão, por exemplo, é popularizar técnicas holísticas”, Gustavo Souza, fundador da Holos, startup que viabiliza terapias holísticas e integrativas em ambientes corporativos.

Startups geralmente nascem para trazer soluções a demandas da sociedade, as chamadas “dores”. Empreendedores com uma ideia na cabeça e ferramentas tecnológicas em mãos vão em busca de suprir necessidades em mercados diversos. E quando um empreendedor descobre que pode estancar a própria dor criando um negócio? Assim aconteceu com Gustavo Souza, fundador da Holos, que passou por uma depressão profunda.

“Trilhei um caminho de busca pela saúde mental por cerca de 10 anos. Estava tentando entender como poderia evoluir, não ter oscilações de altos e baixos, e encarar a vida com mais leveza”, conta.

Ele conheceu as terapias holísticas e integrativas durante o quadro depressivo e no momento em que usava muitas medicações. “A gente chega a um lugar em que precisa mudar”, disse. Mas, afinal, o que são as  terapias que ajudaram Gustavo Souza a mudar e viraram o negócio dele?

São práticas que tratam o ser humano sob a perspectiva de três pilares: corpo, mente e alma. De acordo com Gustavo Souza, não adianta as pessoas tratarem sintomas. Os profissionais holísticos e integrativos, sejam eles médicos, psicológicos ou de qualquer outra área, sempre irão à procura da origem das dores e incômodos.

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“A gente chega a um lugar em que precisa mudar”, Gustavo Souza, fundador da Holos, Foto: Holos/Divulgação

Nasce uma startup

Interessado nas terapias que estavam o ajudando, Gustavo Souza procurou entender os bastidores de profissionais que trabalham nessa perspectiva.  Participou de eventos da área e montou uma associação sem fins lucrativos para incentivar a formação de pessoas com visão holística e integrativa. “Fui pesquisar o mercado multibilionário da saúde e bem estar. Percebi que meu mercado não seria o fitness, nem mesmo de estética. Sendo assim, consegui identificar minha fatia de mercado”, explica.

O empreendedor entendeu que muitas empresas estão investindo em saúde para manter funcionários mais felizes, portanto, mais produtivos. A performance e a lucratividade das empresas depende da saúde de seus colaboradores. “É mais comum hoje que as empresas ajudem no controle da alimentação, incentivem meditação e criem um ambiente ao redor para o funcionário ficar bem. Investir no ser humano é o melhor caminho para investir no profissional”, detalha Gustavo Souza.

A Holos nasceu para ser facilitadora, uma espécie de agente de saúde para empresas e funcionários. Segundo Gustavo Souza, não adiantava entregar um portfólio explicando terapias holísticas e integrativas para as empresas, era necessário ir além e apresentar uma solução pronta.

Portanto, a Holos criou programas em que reúne as terapias como pacotes que empresas podem adquirir para seus funcionários. Um exemplo é o Recharge, serviço de saúde preventiva com ioga, acupuntura, massagem, heiki, entre outras técnicas, que são feitas dentro do ambiente corporativo. Em 3 meses, segundo o fundador, é possível perceber mudanças na energia das pessoas. A Holos também leva a meditação a eventos, além de oferecer essa modalidade online.

Indução

A Holos é uma das quatro startups finalistas do PUC TEC, o Hub de Inovação da PUC Minas. Estamos apresentado, a cada semana, uma das finalistas e você poderá conferir as reportagens aqui no site. Ao todo, 189 startups se candidataram no edital proposto pela universidade e as quatro finalistas receberam, cada uma, o aporte de R$200 mil. Também foram oferecidas mentorias e  assessorias para as startups participantes.

“O PUC TEC me organizou, pois nascemos em agosto de 2018 e tínhamos quase um ano quando entramos no programa. Nos ajudaram a construir esse nosso serviço e não simplesmente a prestar serviço. Hoje temos uma solução corporativa que engaja funcionários e é mensurável”, afirma Gustavo Souza.

A startup cresceu cinco vezes em 2019 e tem objetivo de atender a cerca de 6 mil pessoas dentro do ambiente corporativo. “Queremos atingir o maior número de vidas possíveis”.

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Luana Cruz

Mãe de gêmeos, doutoranda e mestre em Estudos de Linguagens pelo Cefet-MG. Jornalista graduada pela PUC Minas. É professora em cursos de graduação e pós-graduação na Newton Paiva, PUC Minas, UniBH e ESP-MG. Escreve para os sites Minas Faz Ciência e gerencia conteúdo nas redes sociais, além de colaborar com a revista Minas Faz Ciência.

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