Benefícios e cuidados com o aleitamento materno

O aleitamento materno é indicado de forma exclusiva para o recém-nascido até os seis meses de vida. O leite materno é um alimento completo: composto por água, nutrientes em quantidade adequada (carboidratos, proteínas e gorduras) e fatores de desenvolvimento e proteção. Além de nutrir, amamentar protege o bebê contra doenças infecciosas, diminui os riscos de diarreia grave e de alergias.

Terminou ontem, 7 de agosto, a Semana Mundial do Aleitamento Materno, com o tema Capacite os pais e permita a amamentação, agora e no futuro. A semana foi criada em 1992, pela Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação (WABA).

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Benefícios para a mãe

O vínculo entre mãe e bebê associado ao aleitamento materno deve ser incentivado desde o nascimento. “Nessa primeira hora de vida do recém-nascido, o aleitamento favorece a contração uterina e diminui o sangramento da mãe”, explica Patrícia Magalhães, coordenadora da Linha de Cuidado Materno Infantil da Maternidade do Hospital Risoleta Tolentino Neves, de Belo Horizonte.

A médica lembra dos diversos benefícios da amamentação para a mãe. “O aleitamento também protege a mãe contra futuras possibilidades de desenvolvimento de câncer de mama e está relacionado a uma série de outros benefícios para a mulher: dermatológicos, cardiológicos, diminuindo chances de crises recorrentes de enxaqueca”, diz.

Para manter a boa qualidade e produção do leite, a mãe deve manter uma alimentação saudável e diversificada, e ingerir muitos líquidos. É recomendado que a cada mamada, a mulher beba cerca de 500mL de líquido. Sempre que for tomar uma medicação, é importante que a mãe consulte um médico, para saber se não existe uma contraindicação relacionada à amamentação.

Atenção ao aleitamento materno

Patrícia Magalhães lembra que a amamentação deve ser feita em livre demanda, de acordo com as necessidades da criança. “Existem crianças que tem uma demanda grande, seja porque tem sede, fome ou porque necessitam desse aconchego. E tem crianças que tem uma demanda menor. Então não há uma recomendação de que o bebê deva mamar de 3 em 3 horas ou de 4 em 4 horas”, explica.

Durante os primeiros seis meses de vida, não é necessário nenhum outro tipo de alimento além do leite materno, nem mesmo água. “Ele é, na grande maioria das vezes, suficiente. Muitas vezes o que é necessário é uma correção da forma como está sendo feita a pega ou como o leite está sendo oferecido”, diz Magalhães. Ela explica que para saber se o recém-nascido está se alimentando bem e de forma suficiente, é fundamental acompanhar o seu comportamento e ganho de peso.

Após os seis meses, se inicia a introdução alimentar, mas com manutenção do aleitamento materno. A recomendação é que a amamentação continue até os dois anos da criança. “Cada mãe deve avaliar o momento de fazer o desmame. Mas esse momento vai ser influenciado por uma série de fatores pessoais, profissionais e sociais, da mãe e da criança”, afirma a médica.

Dicas e curiosidades sobre a amamentação*

1 – Amamentar pode evitar diarreia infantil. Crianças não amamentadas têm um risco três vezes maior de desidratarem e de morrerem por diarreia quando comparadas com as amamentadas.

2 – O aleitamento materno pode evitar infecção respiratória. Estudos apontam que a chance de uma criança não amamentada internar por pneumonia nos primeiros três meses foi 61 vezes maior do que em crianças amamentadas.

3 – A exposição a pequenas doses de leite de vaca nos primeiros dias de vida parece aumentar o risco de alergia a esse alimento. Por isso é, importante evitar o uso desnecessário alimentos alternativos que não sejam a amamentação.

4 – Há evidências de que o aleitamento materno contribui para um melhor desenvolvimento cognitivo da criança.

5 – Amamentar proteger mulheres contra o câncer de mama. Estima-se que o risco de contrair a doença diminua 4,3% a cada 12 meses de duração de amamentação.

6 – Recomenda-se que a criança seja amamentada sem restrições de horários e de tempo de permanência na mama. É o que se chama de amamentação em livre demanda.

7 – O tempo de permanência do bebê em cada mama não deve ser fixado. O tempo necessário para esvaziar uma mama varia para cada dupla mãe/bebê.

8 – Só o seio materno sacia a sede do bebê. Água ou chás nos primeiros seis meses torna-se desnecessário, mesmo em locais secos e quentes. Há evidências de que o seu uso está associado com desmame precoce e aumento da morbimortalidade infantil.

9 – Crianças que usam chupetas, em geral, são amamentadas com menos frequência, o que pode comprometer a produção de leite e, consequentemente, a nutrição.

10 – Muitas mulheres se preocupam com o aspecto de seu leite, acham que, por ser transparente em algumas ocasiões, o leite é fraco e não sustenta a criança. A cor do leite varia ao longo de uma mamada e também com a dieta da mãe.

*Com informações do Hospital Risoleta Tolentino Neves.

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