Ficar preocupado pode fazer bem para nossa saúde?

Em geral, a palavra “preocupação” é associada a sentimentos ruins e situações negativas.

O carnaval acaba e você fica preocupado em ter que acordar cedo novamente. Você perde a hora e se preocupa em chegar atrasado na escola. Começa a semana de provas e você fica preocupado pois não acha que estudou o suficiente.

Pergunte a seus pais, avós e familiares e eles vão dizer que a preocupação faz parte da rotina de qualquer adulto: contas para pagar, compromissos profissionais, escolhas de carreira… Parece que tudo no mundo existe para deixar a gente preocupado.

Mas pesquisadores da Universidade da Califórnia publicaram um estudo que indica que um pouco de preocupação pode fazer muito bem à saúde.

Ficar preocupado faz bem? Como assim?

Os cientistas Kate Sweeny e Michael Dooley explicam que a preocupação é uma experiência emocional que vem acompanhada de pensamentos repetitivos e desagradáveis sobre o futuro.

Mas eles argumentam que, embora os níveis extremos estejam associados a doenças físicas e até mentais, o sentimento pode ter efeito positivo.

É que a preocupação serve como um “amortecedor emocional” contra imprevistos e pode motivar as pessoas a serem mais proativas e saudáveis.

Isso ocorre porque indivíduos que estão constantemente preocupados tentam também solucionar seus problemas e, consequentemente, obtêm maior sucesso, podendo apresentar, inclusive, melhor performance nos estudos e em questões relacionadas ao trabalho.

O lado bom da preocupação é encontrar uma solução! Foto: Maxwell GS / Flickr via Wikimedia Commons
O lado bom da preocupação é encontrar uma solução! Foto: Maxwell GS / Flickr via Wikimedia Commons

“Preocupar-se é pensar no Plano B”

A cientista Kate Sweeny explicou, em entrevista ao site Science Daily, que com a preocupação as pessoas se preparam para o pior mas tudo muda quando a notícia é boa. Por isso, a preocupação pode fazer bem à saúde, porque ela ajuda as pessoas a se organizarem e a planejarem melhor o que está por vir.

Os cientistas não estão defendendo a preocupação excessiva, mas indicando que ficar preocupado pode ser bom quando gera planejamento e ação!

A pesquisa está disponível na revista científica Social and Personality Psychology Compass.

Com informações do portal de periódicos Capes.

Sobre o(a) autor(a)

Verônica Soares

Verônica Soares

Jornalista e curiosa! Gosto de ler e estudar sobre comunicação, história e ciências.
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