Cientistas da UFMG desenvolvem tecnologia que protege superfícies do coronavírus

Fita adesiva teve eficácia comprovada na proteção de superfícies contra o vírus por até 28 dias

Coronavírus (Pixabay)

Pesquisadores dos departamentos de Química, do ICEx, e de Odontologia Restauradora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com a empresa paulista Erhena desenvolveram uma tecnologia que protege superfícies contra o coronavírus por até 28 dias. Trata-se de uma fita adesiva com composto químico Nanoativ.

No início de 2019, com a pandemia do novo coronavírus, o Departamento de Química da UFMG passou a realizar pesquisas de caráter emergencial. Nesse contexto, a empresa Erhena entrou em contato com os pesquisadores mineiros para que pudessem desenvolver um composto antiviral possível de ser aplicado em tecidos.

Oito meses depois, as fitas adesivas tiveram atividade antiviral comprovada em testes. A agilidade do processo de desenvolvimento, testes, aprovação e depósito de patente aconteceu porque os pesquisadores aproveitaram estudos anteriores realizados pela universidade.

Em 2017, pesquisas realizadas pela a professora Maria Esperanza Cortés e por dois ex-pós-graduandos da Faculdade de Odontologia (André Pataro e Michel Furtado Araujo), já haviam gerado patente concedida à UFMG pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Tecnologia testada

A tecnologia desenvolvida pelos mineiros foi testada em diferentes ambientes para comprovação de sua eficácia. Os testes foram realizados em uma área de 300 metros quadrados em diferentes ambientes no aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Do fim de novembro ao fim de dezembro de 2020, a UFMG realizou análises microbiológicas semanais que comprovaram a eficácia da tecnologia.

Agora, UFMG e Ehrena estudam novas aplicações para a tecnologia por meio de testes com cosméticos, produtos hospitalares, saneantes e veterinários.

(Com informações do Cedecom/UFMG)

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