Uma partida de futebol não é apenas físico e técnica. “A menor parte do tempo de jogo o atleta passa com a bola no pé. E as ações que ele realiza com a bola no pé ainda assim são imprevisíveis, dependem das ações do adversário”, afirma o professor Gibson Moreira Praça. O pesquisador da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG desenvolve estudos sobre conhecimento e comportamento tático e tomada de decisão no futebol.

Gibson Moreira investiga a capacidade do jogador em tomar decisões adequadas para resolver os problemas do jogo. Os atletas são capazes de tocar a bola no momento certo, de escolher para quem tocar a bola corretamente ou de escolher como se posicionar na defesa? São perguntas que o professor procura responder em trabalhos desenvolvidos dentro do CECA – Centro de Estudos de Cognição e Ação e do UFMG Soccer Science Center.

Nos grupos, os estudos são desenvolvidos com atletas de diferentes níveis. São jogadores de clubes de alto rendimento de Belo Horizonte a contextos de menor performance, como praticantes escolares. Os pesquisadores avaliam duas medidas de conhecimento tático. A primeira é declarativa, relacionada à capacidade do atleta de verbalizar os processos de tomada de decisão. A segunda é de conhecimento tático processual, ligado à capacidade de executar. Os jogadores são estudados em campo, filmados e analisados por peritos. São também feitas análises a partir de questionários sobre decisões possíveis em cenários de jogos apresentadas pelos pesquisadores.

Ondas da Ciência – Futebol tático e modelos de aprendizado

“Do ponto de vista do alto rendimento, a modelação tática é muitas vezes feita em função de ajustes de posicionamento, de mudanças na estrutura de jogo das equipes. Mas para que isso funcione, é preciso formar atletas inteligentes e criativos“, diz Gibson Moreira. No Ondas da Ciência, o professor da UFMG fala sobre os estudos com conhecimento tático no futebol e sobre a importância de modelos de ensino para os atletas. Confira!