Memória de pescadores ajuda a proteger tubarões

Pesquisadores entrevistaram pescadores para entender se os tubarões estão correndo perigo. Confira!
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Imagem ilustrativa de um tubarão-tigre. Foto: Wikimedia

Os tubarões são muito antigos! Para se ter uma ideia, as primeiras espécies viveram no planeta há 200 milhões de anos antes dos dinossauros. Ao longo do tempo esses animais mudaram e chegaram a forma como conhecemos.

No mundo existem 375 espécies de tubarões e só no Brasil são cerca de 80 espécies conhecida. Porém, não sabemos muito sobre a situação desses animais brasileiros na natureza, já que desde 2011 elas não são monitoradas.

Pensando nisso um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com a Universidade de Windsor e a Universidade Federal do Pará (UFPA), decidiu conversar com os pescadores de 26 cidades dos estados da Bahia, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

A ideia foi aprender o que eles sabem sobre os tubarões e entender qual a situação desses animais nas águas do nordeste brasileiro. Além, é claro, de descobrir se eles estão correndo algum perigo de sumir da natureza.

Em suas histórias, os pescadores falaram sobre 19 espécies de tubarões, mas só com oito foi possível reunir informações completas. Segundo a pesquisa, quatro dessas oito espécies diminuíram de tamanho ao longo dos anos, um sinal que coleta os pesquisadores em alerta.

MEMÓRIA E TUBARÕES

O estudo contou com a participação de vários pescadores que contaram suas histórias com os tubarões. Memória difícil de esquecer, não é mesmo?

Chamada de “conhecimento ecológico local”, essa técnica é uma boa alternativa para se ter dados confiáveis.

Imagine, que te perguntam o que você comeu na segunda-feira da semana passada, você se lembra? Mas se te perguntar qual a melhor comida que você já comeu?

CUIDANDO DA NATUREZA

O que os pesquisadores vão fazer com esses dados? Bem, eles podem comparar essas informações com a Listas Vermelhas de espécies ameaçadas de extinção. Criada em 1964, a lista informa o estado de conservação das espécies no planeta.

Além da lista do mundo todo, há também uma Lista Vermelha brasileira organizada pelo Instituto Chico Mendes para a conservação da biodiversidade Brasileira (ICMBio).

Confira como a lista brasileira funciona aqui.

Imagem ilustrativa. Foto: Pixabay

CIÊNCIA CIDADÃ

Esse é o único jeito de pessoas que não são cientistas fazerem ciência? Não!

Você já ouviu falar de Ciência Cidadã? Com ela as pessoas, que não são cientistas, também podem ajudar a ciência: levantando dados.

A CC ajuda a aumentar a participação das pessoas nas pesquisas, já que elas podem enviar, pela internet, informações sobre animais, plantas, rios e muitas outras coisas.

Que conhecer alguns projetos brasileiros? Clique aqui!

Texto com informações da Agência BORI.

Sobre o(a) autor(a)

Tuany Alves

Tuany Alves

Jornalista, com pós-graduação em Jornalismo em Ambientes Digitais, apaixonada por descobrir coisas novas. Entre seus campos de pesquisa estão gênero e ciência.
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