O princípio da vida

A vida começa com um primeiro encontro. Duas células especializadas se abraçam, para fecundar a semente do futuro. O óvulo (a célula feminina) amadurece, até estar pronta para escolher seu par. Os espermatozoides (as células masculinas) disputam uma corrida acelerada, até que um deles seja selecionado para o encontro. A ciência dá, a essas células o nome de gametas, por serem são responsáveis pela reprodução. 

A partir daí, começa o ciclo perfeito da vida. O fruto amadurece e se torna embrião, que cresce dentro da barriga da mamãe, até se tornar feto, primeiro estágio de desenvolvimento do bebê. Como herança, ele carrega as características genéticas dos gametas, que, depois, serão marcas registradas da criança, como as cores de olhos e cabelos.

Durante nove meses, o bebê cresce guardado dentro de órgão muito especial das mães: o útero. Ele é a casa do feto, que o deixa protegido e alimentado. O peso do útero aumenta quase 20 vezes durante a gravidez, e a capacidade do órgão passa de cerca de 4 ml para 4000 ml – aumento de mil vezes! Ele acaba ocupando um espaço que não existia. Por isso, a mamãe fica barriguda. 

Também acontecem outras mudanças no corpo da mulher, para que ela possa dar, ao bebê, tudo de que precisa. O coração da mamãe aumenta sua capacidade de funcionamento e os vasos sanguíneos dilatam, para circular mais sangue. Tudo isso para conseguir carregar o pequeno ser humano em formação.

Existe um canudinho, o cordão umbilical, que liga o bebê à mamãe. Através dele, são fornecidos oxigênio e nutrientes. No primeiro mês, o embrião tem o tamanho aproximado de uma semente de gergelim. Na metade da gravidez, o feto ganha a dimensão de um pepino.  

Outras espécies

Em outros mamíferos, a gestação acontece em tempos bem diferentes. A mamãe elefante espera a chegada do filhote por, aproximadamente, 22 meses. Ele já nasce “prontinho”… e caminhando. Já nos cangurus, a gestação dura cerca de 40 dias, mas os pequenos saem em fase de formação. Por isso, continuam guardados numa bolsa externa, o marsúpio, e fica na barriga da mamãe. O canguruzinho só se desliga dela entre o oitavo e o décimo primeiro mês de vida. 

Para nós, humanos, quando chega a hora de se despedir da barriga da mamãe, o bebê vai iniciar longa jornada de aprendizagem. É momento do… parto! Durante toda a gestação, o corpo da mamãe se preparou para o nascimento da criança. Portanto, tudo vai acontecer de forma bem natural. Às vezes, é necessária uma forcinha da Medicina, mas importante, mesmo, é que todos fiquem bem durante e após o nascimento. 

Eis o segundo encontro que dá início à vida: mãe e bebê, finalmente, se conhecerão. O cordão umbilical é cortado, para que se separem, mas, na verdade, eles continuarão sempre juntos, ligados pelo amor. 

**Texto produzido a partir de entrevistas com os cientistas Fernando Marcos dos Reis e Zilma Silveira Nogueira Reis, ambos da Faculdade de Medicina da UFMG.

Para ler e ouvir
Confira duas histórias sobre nascimento, para aprender ainda mais

  • A canção “Como é que a gente nasce” nos inspirou a escrever esta reportagem. Um passarinho muito esperto narra o nascimento de um bebê. Você pode ver o clipe no canal do Mundo Bita, no YouTube.
  • O livro Tic Tic: o elástico invisível do coração, da escritora Graziela Andrade, nos ensina que é possível ficarmos juntos à mamãe para sempre, mesmo depois do parto.

Sobre o(a) autor(a)

Luana Cruz

Luana Cruz

Jornalista, professora e pesquisadora. É mãe dos gêmeos Martin e Heitor.
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