O Universo fica logo ali

Há quase 60 anos, o ser humano viajou para o espaço pela primeira vez. O sortudo? Um cosmonauta (ou astronauta) da Rússia, chamado Iuri Gagarin, a bordo da nave Vostok 1, no dia 12 de abril de 1961. Ele não foi para muito longe, nem ficou ali por muito tempo: deu uma volta ao redor da Terra e voltou para cá, em menos de duas horas. Tal missão “rapidinha”, contudo, abriu caminho para nossas viagens a outros cantos do Universo. 

Quando sair do Planeta ainda era um sonho muito distante, o ser humano olhava para o espaço com curiosidade. Conhecer o Universo, afinal, é saber mais sobre a gente: de onde viemos? Para onde vamos? Desde 1961, pisamos na Lua, olhamos (lá de fora) para a Terra, criamos a estação espacial internacional (onde vários astronautas “moram” por alguns dias) e lançamos vários satélites, que aproximam de nós os lugares distantes. Ah! E nunca deixamos de lado a ânsia por desvendar o que existe lá no alto e além.

No entanto, muita coisa mudou! Para além da ciência, as viagens espaciais têm outros objetivos. “O homem pensa em usar o espaço como forma de ganhar dinheiro. Já existem empresas, por exemplo, para mineração de asteroides”, diz Renato Las Casas, professor do departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG. Outra aposta é o turismo! Há algum tempo, era difícil imaginar que uma pessoa comum, que não é astronauta, poderia ir ao espaço. “Quem sabe, daqui a 20 ou 50 anos, poderemos dar uma voltinha na Lua?”, pergunta o professor. 

Marte

Certas empresas já trabalham duro para levar turistas às estrelas! Uma delas é bem famosa: a SpaceX, com sede nos Estados Unidos, quer melhorar e tornar o transporte espacial mais barato, além de permitir que seres humanos cheguem até Marte e vivam por lá! Para o professor Renato, tal missão não é fácil. 

“Hoje, ainda não temos conhecimento suficiente para levar o homem a Marte com segurança. Então, é um desafio bem grande. A radiação da viagem até lá, por exemplo, é muito grande. E como sobreviver ali? Como se alimentar ou conseguir água?”, pergunta. 

Primeiro, precisamos entender como chegar e viver em Marte – assim como na Lua. O que aprendermos nessa jornada será importante para chegarmos a outros planetas.

“Essas colônias funcionariam como uma rodoviária. O homem iria à Lua em pequenas naves, e, de lá, pegaria outras para Marte, Saturno ou viagens mais longas. Hoje, não fazemos ideia de como, mas é algo fundamental, para a humanidade, espalhar-se pelo universo”, diz o professor.

Existem vários porquês de viajarmos pelos céus… Para Renato Las Casas, o principal, realmente, é espalhar a humanidade por diferentes planetas e sistemas solares. Só assim poderemos garantir nossa sobrevivência, daqui a muitos e muitos anos. Antes disso, claro, precisamos dar passos menores:

“Falo para meus netos que eles, talvez, poderão fazer uma coisa que eu sonhei muito quando era pequeno: viajar para a Lua, pois ela não está mais tão longe assim”.

Sobre o(a) autor(a)

Luiza Lages

Luiza Lages

Jornalista, radialista e mestre em Comunicação Social pela UFMG. Repórter da Minas Faz Ciência e editora dos podcasts Ondas da Ciência e Histórias de Ninar para Pequenos Cientistas.
frame3

Conteúdo Relacionado

Enable Notifications    OK No thanks