Por Laura Mourão, Isa Santana, Maria Clara e Anna Luísa Alves*

Desde muito novos, nos deparamos com cobranças do mundo externo quanto a nossa aparência, nosso jeito de ser, nosso desempenho e, até mesmo, nossa alimentação. É durante a infância e adolescência que nossa autoestima é construída. 

Com a internet e as redes sociais, temos contato com uma grande diversidade de realidades, personalidades e corpos diferentes dos nossos. Por isso, é preciso tomar cuidado com aquilo que você pesquisa e com quem você se identifica na internet.

É comum nos compararmos com essas pessoas, mas temos sempre que lembrar que cada pessoa é especial do seu jeito e que não existe um padrão perfeito a ser seguido.

Outro tópico que está diretamente ligado à autoestima é a nossa alimentação. Um estudo feito na revista BMC Public Heath, aponta que a ingestão de produtos saudáveis durante o processo de crescimento favorece a melhora da autoestima, diminui os problemas emocionais e melhora sua relação com o ambiente.

Verdura, SIM!

Será que uma tigela cheia de doces faz bem? É verdade que 80% do sabor do que comemos vem do cheiro? Nós somos o que comemos?

Conforme o livro Você é o que você come – Um guia sobre tudo o que está no seu prato!, temos que procurar respostas para descobrir! Você está pronto?

Por Laura Mourão, Isa Santana, Maria Clara e Anna Luísa Alves*

Das imagens acima, qual prato mais chama a sua atenção? O prato cheio de alimentos gordurosos ou o que está repleto de verduras, vegetais e carne?

Os alimentos encontrados no prato número um encantam os nossos olhos, porém alimentar-se somente desse tipo de comida pode ser muito prejudicial à nossa saúde.

Por outro lado, uma alimentação saudável pode ser construída sem ser restritiva. Abaixo, a partir dos dados do Manual para uma alimentação saudável em jardins de infância, escrito por Emília Nunes, e João Breda para o Ministério da Saúde, vamos te contar, de maneira divertida, como isso pode ser possível, olha só:

Conheça os grupos dos alimentos!

Leite e Derivados: um copo de leite quentinho pela manhã é tudo bom, não é? Neste tópico, estão incluídos o leite, iogurte, queijo e requeijão. Estes alimentos são os mais ricos em cálcio e a sua principal vitamina é a A. Isso significa, que seus ossos estarão cada vez mais fortes com estes fornecedores proteicos.

Pães Integrais: além do pão, cereais e leguminosas também fazem parte desse grupo. Suas vitaminas são A, B e C, ricos em proteínas, fibra e ferro. Estes alimentos são fontes de energia para vitalizar o nosso corpo. 

Legumes, frutos e vegetais: não adianta fazer cara feia! Vai me dizer que não gosta de uma fruta geladinha, ou vegetais como brócolis e couve-flor? Estes saborosos alimentos coloridos devem ser os de maior consumo durante um dia. Eles são fornecedores de todas as vitaminas, A, B, C e D, beneficiando o sistema nervoso, as células, a saúde do corpo, pele, cabelo e olhos. Tudo, né?  

Carnes: depois de passar o dia brincando, é preciso repor as energias! E as proteínas presentes nas carnes são uma ótima fonte para isso. Além do mais, também são ricas em vitaminas do complexo B, que ajudam a melhorar a imunidade do nosso corpo. Mas lembre-se de entender muito bem quais carnes você está consumindo! Carnes vermelhas precisam ser avaliadas pelo tipo de corte e também quantidade de gorduras. A mais indicada é a de peixe, por ser de fácil digestão. 

Em busca do equilíbrio

Agora que você já aprendeu um pouco sobre os alimentos essenciais para uma alimentação saudável, vamos falar sobre os alimentos que contêm gordura e devem ser ingeridos de maneira cautelosa. Sim, é claro que você pode comer seus alimentos favoritos!

Segundo dados do livro Você é o que você come – Um guia sobre tudo o que está no seu prato!, com uma alimentação saudável e balanceada em 80% da sua dieta, os outros 20% você pode comer o que quiser! Mas, cuidado, em excesso estes alimentos pode causar cáries, obesidade e armazenamento de gordura no corpo.

Uma alimentação saudável não precisa ser o tempo todo constituída de verduras, legumes, vegetais ou frutas, como nós já falamos por aqui. Mas, alimentos que contém gorduras também são importantes, você sabia?

Primeiro, essas gorduras precisam ser do tipo certo e ingeridas em pequenas quantidades. Sem exagerar esses alimentos podem ser auxiliares beneficiando, inclusive o cérebro. 

Elas podem manter o nosso corpo cheio de energia e nos deixar mais inteligentes, sobretudo com a pele e cabelos saudáveis. Viu, só? As gorduras são amigas e devem ser consumidas de maneira saudável ou elas ficarão armazenadas no seu corpo, fazendo com que você engorde. Mas, já explicamos que engordar não é um problema, o ruim é ficar doente e não pode fazer as coisas que gostamos, né?

Conforme o Manual para uma alimentação saudável em jardins de infância, as principais vitaminas das gorduras se chamam lipossolúveis, composta por A, D E e K. Rico em ácidos gordos que contribui para o tecido gordo do organismo, definidos por: monoinsaturados, polinsaturados e saturados.

Gordura Vegetal: gorduras Insaturadas. Azeite de oliva, legumes, frutas secas oleaginosas, frutos do bosque e peixes, são alimentos ricos em gorduras vegetais que não contém colesterol e são benéficos para o organismo.

Gordura Animal: gorduras saturadas. Todos os alimentos de origem animal contêm colesterol, o colesterol é um lipídio que pode prejudicar a saúde cardiovascular. Em alimentos como gemas de ovo, carnes de vaca, banha e manteiga contém concentrações elevadas de gordura. No entanto, carnes selecionadas de vaca podem ter um teor médio, assim como no leite.

Você sabia? [Alimentos para você ficar ainda mais sabichão]

Seu cérebro é constituído por gorduras e funciona à base de carboidratos. Mas, quando falamos isso, não significa que você deva fazer o consumo excessivo deles, tudo é balanceado. Assim como o resto do corpo, nosso cérebro também precisa de nutrientes, proteínas e vitaminas. Por isso, separamos a seguir, três alimentos curiosos para você consumir à vontade e ficar ainda mais inteligente!

Os dados a seguir fazem parte da pesquisa Alimentos bons para o Cérebro: construindo conhecimentos e hábitos de vida, realizada pela pesquisadora Lorena da Silva Cassanho. É importante lembrar que essas informações não devem ser seguidas sem a orientação de um nutricionista. Por isso, não deixe de conversar com seus pais sempre que tiver dúvidas sobre alimentação.

Esses alimentos nos ajudam de várias formas – do combustível que os neurônios precisam para funcionar, até às vitaminas que nos deixam mais atentos.

Peixes: sobretudo o salmão, cavala, anchovas e sardinhas – são uma das melhores fontes naturais da gordura DHA das células nervosas, responsáveis pela transmissão de informações entre as membranas celulares e estímulo a formação de novas células cerebrais. 

Oleaginosas: aspargos, raízes, castanhas e cereais. Ricas também em ômega-3, o grupo das oleaginosas são especialmente proveitosas para os neurônios e substâncias antioxidante e anti-inflamatória. 

Alimentos que contêm Colina: a colina é um nutriente produz e libera neurotransmissores no cérebro. Além de peixes e as oleaginosas que já falamos por aqui e que pertencem a vitaminas do complexo B, ovos, carne de soja, frango, vitela, fígado de peru e alface, são os alimentos mais ricos em Colina.

O alimento é nosso combustível amigo!

Assim como os carros precisam de gasolina para andar, você, ser humano, também precisa comer e beber para sobreviver. Sua relação com a comida deve ser amigável desde cedo. Olhe para ela, sinta o seu cheiro, o sabor, enxergue como um gás para o seu corpo. Um nutriente essencial consumido de maneira errada pode se tornar prejudicial.

Sem comida ou água, como vamos ter energia suficiente para andar por aí e funcionar corretamente? Desta forma, o recado que deixamos é, além de uma alimentação saudável, beber muita água, fundamental para o nosso corpo sobreviver!

Para acompanhar nosso recado, se liga na música que preparamos para vocês, na voz de Isa Santana.

*Estudantes de Jornalismo orientadas pela jornalista Lorena Tárcia, da revista Minas Faz Ciência.

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Minas Faz Ciência

Projeto de Divulgação Científica da FAPEMIG. #CiênciaFeitaEmMinas e explicada para crianças e adolescentes!
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