Nos compassos da vida

Talentosíssimos, músicos e musicistas eruditos estudam bastante, para, de modo beeeeem especial, levar beleza, sentimento e reflexão às pessoas

Tam, tam, tam, tam!!! Tam, tam, tam, tam!!!

Sob a batuta do maestro, rufam os tambores, aprumam-se os instrumentos e… a orquestra nos inunda de sonoridades – e harmonias e melodias e belezas capazes de transportar os ouvintes a imprevistos universos de sensação e sentimento.

Fazer música, afinal, é garantir novos ritmos e sabores à vida! Ainda mais junto a uma orquestra, ao lado de tanta gente talentosa! Ah! Por falar nisso, como será a vida dos profissionais dedicados à arte musical? Como eles se formam? E o que estudam?

“Para mim, as coisas se deram de forma muito natural. Comecei aos nove anos, numa banda marcial do colégio em que estudava. Ela já me direcionou ao repertório erudito. Daí em diante, ao observar o potencial da área, passei a perseguir instrução cada vez mais especializada”, conta Rafael Alberto, percussionista principal da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

Segundo o Rafa – como ele é conhecido por colegas e amigos –, no “território” de sua arte, duas são as principais possibilidades de “caminho”: tornar-se músico de orquestra ou professor – seja particular, seja ligado às escolas e universidades.

“Você também pode ser solista – que atuará, com peças solo para seu instrumento, à frente de orquestras ou em recitais de câmara etc. – ou compositor. Há, ainda, a possibilidade de criar seu próprio grupo e profissionalizá-lo, vivendo de projetos e editais”, explica o artista.

Por fim, existem profissões relacionadas à música, mas que não envolvem performance, como o arquivista de orquestra.

“A realidade é que somos uma mistura de tudo isso”, afirma Rafa.

Mas… e se eu quiser me tornar um “cientista da música”? O que posso descobrir? Segundo o percussionista principal da Filarmônica de Minas Gerais, as opções são diversas: musicologia (história, teoria e análise), etnomusicologia, musicoterapia, composição musical, performance (erudita ou popular) e psicologia da performance.

“Há, ainda, a área da tecnologia, que engloba a música eletrônica”, completa.

Nós e os sons!

E vocês, caros leitores e leitoras? Como a música aparece em seu dia a dia? Estão sempre nos serviços de streaming? Gostam de ir a shows? Ou são daquelas pessoas que costumam chorar de emoção já nos primeiros acordes da melodia predileta?

“As relações com a música são muito pessoais e difíceis de mensurar. Tente, porém, eliminar sua existência. Ficará evidente e palpável a falta que ela faria, já que permeia nossa vida, como a grande trilha sonora de nossas fases. Além disso, é agente de grandes transformações e tem imenso poder sobre nós e nossa psique”, destaca Rafa.

Percussionista principal da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Rafael Aberto apresenta-se ao vibrafone, com arco de contrabaixo [Foto: Rafael Motta]

Sobre o(a) autor(a)

Maurício Guilherme Silva Jr

Maurício Guilherme Silva Jr

Jornalista, professor, doutor em literatura e apreciador, dia a dia, dos versos de Manoel de Barros: “Poesia é voar fora da asa”.
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