O começo da minha jornada como cientista

Márcia Barbosa
Coordenadora do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Texto: Alessandra Ribeiro

 

Vida elétrica

Quando eu era criança, não tínhamos muitos recursos em casa. Então, todo mundo consertava tudo.

Meu pai era eletricista e precisava de ajudantes: eu segurava ferramentas e aprendia como as coisas funcionavam.

Eu queria aquela experiência pelo resto da vida! …

“Queria preservar para sempre minhas lembranças de  infância.”

Ensino Médio

Já no ensino médio, minha escola ganhou um kit de experimentos de uma igreja, pois estudávamos em um colégio público, bastante pobre.

O diretor disse:

‘Márcia, tu moras do lado do colégio; vem aqui, à noite, montar os experimentos no laboratório’.

Uma vez, estava montando coisas de Química e precisava secar as soluções, até fazer nanocristais: tu fazes a solução, seca
lentamente e ela forma cristais bonitos.

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Caminhos

Para isso, construí um forno elétrico: peguei um tijolo, fiz uns furos, coloquei uma resistência. Eu tinha experiência, porque meu pai era eletricista, mas deu um curto no colégio, caiu o disjuntor, a sala ficou com cheiro de queimado.

Daí, consertei e consegui fazer.

Então, decidi:
quero ser física, para conviver com esse mundo tecnológico de transformação e aprendizagem.”

Sobre o(a) autor(a)

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Lorena Tarcia

Jornalista e professora apaixonada por ciências!
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