Palhaço: a ciência da alegria e da diversão!

Imagem: PixaBay

Como assim? A palhaçada é mais antiga do que os anos contados em nosso calendário que está em 2020?

Pois é! Foi o que descobriu Thaís Caroline Póvoa Balaton, quando resolveu estudar, na Universidade de São Paulo (USP), sobre a famosa escola de palhaços Doutores da Alegria.

Ao ler o trabalho de outra pesquisadora, Elisabeth Martins, ela ficou sabendo que muito antes de se usar a palavra “clown” (palhaço, em inglês), já existiam figuras nas antigas sociedades que desempenhavam o papel de provocar o riso. Legal, né?

Outro pesquisador, chamado Dario Fo, mostrou à Thaís que esta figura ficou mais conhecida a partir do teatro italiano, lá no século XVI.

Já a tal palavra clown, nasceu na Inglaterra. No universo dos circos, ele é considerado um artista cômico, que participa de cenas curtas e explora a tolice excêntrica em suas ações.

Quem conta esta parte da história, na pesquisa da Thaís é um sujeito chamado Mario Bolognese, que escreveu um livro chamado Palhaços, no qual fala sobre a tradição destas figuras cômicas aqui no Brasil.

Sabe o que acho muito legal? Como a gente pode descobrir muitas coisas lendo os cientistas e suas pesquisas!

Eles procuram todo mundo que estuda sobre um determinado assunto e explicam direitinho pra gente em suas dissertações e teses (para você saber a diferença, quem faz dissertação é o estudante de mestrado; quem faz uma tese é estudante de doutorado. Mas isso é conversa para outro post!).

Voltemos aos palhaços. O que você acha desta descrição?

“Um ser livre, vulnerável, inadequado e idiota, que olha o mundo sempre como se fosse a primeira vez e faz qualquer coisa para ser amado pela plateia.”

Não é lindo? A gente consegue imaginar um palhaço na nossa frente ao ler uma frase assim. Quem disse isso é uma outra pesquisadora chamada Cristiane Paoli Quito.

Mas como funciona uma escola de palhaçaria? Não é fácil, viu?! Tem que estudar e pesquisar muito para entender os mecanismos que nos levam a rir desta figuras estranhas.

Quer um exemplo? Tem uma professora de palhaços que ensina os estudantes a entenderem o que é mandar e o que é obedecer. Ela conta que os palhaços vivem esta relação entre serem mandões e serem muito obedientes, que é uma forma de fazer muita graça!

Isso pode acontecer também, quando há dois palhaços juntos. Já reparou? Um deles é inteligente, elegante; o outro, é bobo e ingênuo.

Então, da próxima vez que encontrar um palhaço, no circo, nas festas ou nas ruas, saiba que por trás desta figura incrível tem muito, muito estudo e ciência!

Sobre o(a) autor(a)

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Lorena Tarcia

Jornalista e professora apaixonada por ciências!
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