Não é de hoje que o coronavírus existe. Apesar de, todo dia, surgir uma nova notícia a respeito do vírus, ele existe há um tempão. Só que agora ele é encontrado por aí com um formato diferente.

A primeira vez que um coronavírus foi identificado foi na década de 1960! A responsável pela descoberta foi a cientista June Almeida.

June nasceu na Escócia, em 1930. Ela se tornou técnica de laboratório aos 16 anos e virou especialista em microscopia eletrônica (que identifica e estuda seres minúsculos, como os vírus, por meio do uso de microscópios eletrônicos).

Anos mais tarde, ela se casou e se mudou com o marido para o Canadá. Lá, ela ficou cada vez mais conhecida devido suas habilidades de estudo dessas estruturas microscópicas. Seu nome passou a ser incluído em vários trabalhos científicos.

Depois de passar anos se dedicando à pesquisa com vírus, ela criou um método que melhor visualizava os microrganismos.

O primeiro coronavírus foi identificado na década de 1960 (Wikimedia Commons)

Enquanto isso, em um hospital de Londres, médicos e pesquisadores estudavam os vírus que causavam resfriados. Foi quando eles encontraram uma amostra diferente: tratava-se de um resfriado, mas não era igual aos vírus que a ciência até então conhecida.

Os pesquisadores, então, acionaram June que enxergou no microscópio um vírus com extremidades arrendondadas, que eram parecidas com pequenas coroas. Foi daí, inclusive, que surgiu o nome “coronavírus”.

June Almeida também foi responsável pela primeira visualização do vírus da rubéola, doença infetocontagiosa cujo principais sintomas são manchas avermelhadas na pele e febre.

A pesquisadora faleceu em 2007, aos 77 anos de idade. E, com certeza, foi muito importante para a história da ciência!

Sobre o(a) autor(a)

Mariana Alencar

Mariana Alencar

Jornalista graduada pela UFMG (2015) e mestre em Textualidades Midiáticas na mesma universidade. Graduada também em Geografia (2011) pela UFMG. Atualmente, integra a equipe do PCCT desenvolvendo reportagens para a revista Minas Faz Ciência e Minas Faz Ciência Infantil.
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