Lavar as mãos, usar máscara, higienizar alimentos, manter isolamento social…

A maioria de nós já está lidando com essa nova rotina de pandemia há, pelo menos, um mês. Parece que já sabemos tudo o que precisamos sobre esse inimigo invisível, certo? Bem, que tal, então, a gente aprender um pouco de história?

Imagem meramente ilustrativa via Pixabay

Sabe quando você vê na televisão os médicos e enfermeiros usando aquelas máscaras de proteção, luvas, botas e roupas de borracha para se proteger do vírus? Então, na história da humanidade, outras epidemias já nos colocaram em risco, mas nem sempre tivemos trajes de segurança como os de hoje para nos proteger.

No século XVII, durante as epidemias de peste bubônica que varreram a Europa Ocidental, os chamados “médicos da peste” (que tratavam exclusivamente os infectados) passaram a usar um tipo muito diferente de traje para protegê-los do miasma, ou “ar ruim”, que acreditava transportar doença.

Esse traje de aparência extravagante geralmente consistia em uma roupa de couro que cobria a pessoa da cabeça aos pés, como na imagem a seguir:

Gravura em cobre colorida de um médico da peste na Roma do século XVII. De Paul Fürst [~1656]
Os trajes tinham um longo focinho ou bico de pássaro em que eram colocadas especiarias aromáticas (como cânfora, hortelã, cravo e mirra), flores secas (como rosas ou cravos) ou uma esponja de vinagre.

Sabe por quê?

Porque acreditavam que os cheiros fortes desses itens podiam combater o “ar contagioso” que o traje não podia proteger.

Os médicos da peste naquela época eram obrigados – pelos contratos que assinaram com os conselhos municipais – a usar o traje. O aparecimento de um desses pássaros do tamanho de humanos na porta de uma casa só poderia significar que a morte estava próxima…

Fotografia de uma máscara do médico da peste do século XVII [Áustria ou Alemanha]. Em exposição no Museu Deutsches Historisches de Berlim.

O traje da peste funcionava?

Por mais estranho que pareça esse traje de proteção, ele não era totalmente inútil. O vestido até o tornozelo e o bico cheio de ervas teriam oferecido alguma proteção contra germes aos médicos daquela época.

A invenção da fantasia de médico da peste é creditada ao médico francês Charles de Lorme (1584-1678).

De lá para cá, a ciência e a tecnologia avançaram bastante, e os médicos, enfermeiros e demais profissionais da saúde já contam com equipamentos e trajes mais seguros do que essa de séculos atrás.

No cenário atual, o mais importante é não nos esquecermos daquelas lições lá da primeira linha: ficar em casa, lavar as mãos e ajudar a manter o vírus sob controle. Contamos com vocês!

Com informações do Public Domain Review.

Sobre o(a) autor(a)

Verônica Soares

Verônica Soares

Jornalista e curiosa! Gosto de ler e estudar sobre comunicação, história e ciências.
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