Impressora 3D no combate ao Coronavírus

Você já deve ter ouvido falar da impressora 3D. A tecnologia que permite imprimir alimentos, chocolate, roupas, casa, próteses, casas e, até mesmo, carros é revolucionária. E o melhor, pode ajudar no combate ao Coronavírus.

Como? Produzindo máscaras de proteção!

Acontece que, com essa confusão no mundo todo, equipamentos de segurança, como máscaras, estão cada vez mais difíceis de encontrar. Isso deixa desprotegidos  os profissionais de saúde – que cuidam todos os dias de pessoas doentes.

Assim, pesquisadores e profissionais de inovação (startups e makers) se juntaram para produzir máscaras de proteção para esses heróis. Tudo feito na impressora 3D, é claro!

impressora 3D contra o coronavírus
Voluntários surgiram após a divulgação do Trem Maker nas redes. Foto: Heveline Silva

Conhecidos como Trem Maker, o grupo se tornou uma grande rede de solidariedade que conta com a colaboração de laboratórios abertos, espaços maker, professores e empresários.

“O laboratório aberto Ideia Real, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, coordenado pela professora Liza Felicori – e financiado pela FAPEMIG – é um dos grandes apoiadores dessa ideia”, conta Heveline Silva, professora do Departamento de Química da Universidade e uma das participantes do projeto.

O grupo teve apoio financeiro da APUBH e do Sindifes e já entregou 120 máscaras a hospitais. Além disso, tem material para produzir outras mil peças a serem distribuídos a Centros de Saúde públicos.

COMO FUNCIONA

Mas como essa máscara funciona? É de pano?

impressora 3D contra o coronavírus
Antes de serem entregues nos hospitais as máscaras são limpas para não ter riscos de contaminação. Foto: Heveline Silva

Calma, a Daniele Aguiar, que também é professora do ICB e participa do projeto, conta que, na realidade, esse equipamento é uma incrível máscara de plástico. “Ela cria uma barreira de proteção maior para os profissionais da saúde e aumenta a vida útil das máscaras cirúrgicas”, explica.

E as impressoras 3D? São de onde? Algumas máquinas são de professores da própria UFMG; outras, são de pessoas que trabalham com impressão 3D no seu dia a dia, mas – por causa da quarentena – estão paradas e querem ajudar.

“Então funciona assim: as pessoas que têm impressora 3D entram em contato pelo site (tremmaker.com.br) e, no formulário, explicam qual é o seu tipo de  impressora. Nós enviamos informações necessárias para a impressão, já que é preciso seguir todas as normas da Anvisa. Inclusive o plástico que usamos é diferente e, por isso, também orientamos sobre como pegar o filamento para a impressão com a gente”, explica as pesquisadoras.

Segundo Heveline, o grupo conta, também, com a ajuda da equipe PLUMMA-3D, para produzir as peças.

Pluma? Como pena? Não!

A PLUMMA-3D (com dois Ms) é a Plataforma Unificada de Prototipagem e Manufatura Aditiva da Fiocruz Minas. Coordenada pelo professor Rubens do Monte, a equipe está fornecendo uma das partes do protetor.

Mas atenção! Essas máscaras são apenas para os profissionais de saúde. Elas fazem parte do traje de super-herói deles.

JUNTOS PARA FAZER O BEM

Para Daniele, o mais legal da inciativa é que, a partir de um problema sobre o qual a sociedade está ‘batendo cabeça’, existem pessoas que estão dispostas a ajudar.

Mas cuidado! A pesquisadora Heveline alerta: o importante nesse momento – para ajudar você e aos outros – é ficar em casa e evitar locais com muita gente.

“Estamos trabalhando apenas com uma equipe de seis pessoas que se revesam. Ou seja, só vão três pessoas por período e cada uma fica em salas diferentes, para evitar aglomeração”, conta Heveline Silva.

FORÇA TAREFA

A iniciativa do grupo, porém, não é nova, nem única. Por todo o Brasil, pessoas se juntam para ajudar os profissionais que combatem o vírus cara-a-cara, todos os dias.

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Impressora 3D usada na iniciativa Trem Maker. Foto: Heveline Silva

Duvida? Olha essa outra iniciativa que está acontecendo na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Assim como as pesquisadoras da UFMG, o doutorando Rafael Cardoso, se juntou ao seu orientador o professor Rodrigo Munoz e o pesquisador Fábio Neto, do Laboratório de Tecnologia em Atrito e Desgaste da Faculdade de Engenharia Mecânica (LTAD/Femec/UFU), para imprimir máscaras.

Tudo começou em um grupo de WhatsApp de usuários de impressão 3D, onde Rafael teve acesso a reportagens sobre válvulas para respiradores impressas na Itália e máscaras de proteção impressas na República Tcheca, as chamadas Face Shield.

Então, liderados por Felice Neto, o grupo começou  a testar suas impressões.

E o resultado? Partes rígidas feitas em impressão 3D e depois fixadas a uma folha de acetato. O equipamento vai à frente da máscara comum e dos óculos, protegendo o rosto e o pescoço dos profissionais de saúde.

Mas tudo isso só foi possível graças a uma verdadeira força-tarefa dos pesquisadores e dos voluntários que forneceram suas máquinas.

Gostou das ideias? E aí na sua cidade, também tem iniciativas como essas? Conta pra gente!

Com informações da Comunicação da UFU

Sobre o(a) autor(a)

Tuany Alves

Tuany Alves

Jornalista, com pós-graduação em Jornalismo em Ambientes Digitais, apaixonada por descobrir coisas novas. Entre seus campos de pesquisa estão gênero e ciência.
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