Você já deve ter ouvido por aí o termo mudanças climáticas. Essas alterações drásticas no clima da Terra – que podem ser causadas tanto pela natureza, quanto pela ação do homem – é um grande desafio para a sociedade, já que interferem em coisas importantes, como a nossa saúde.

Já pensou, então, que maravilha seria se existisse uma ferramenta que mostrasse como essas alterações vem acontecendo ao longo do tempo?

Pois saiba que estudantes do Departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG pensaram. E mais! Desenvolveram uma plataforma para isso.

Chamado de How did it change? (Como mudou?) o aplicativo, elaborado por Alexandre Alphonsos, Bruno Conde Kind e Jerônimo Nunes, mostra visualmente como foram ocorrendo às mudanças climáticas. Também é possível ver quais conjuntos de fatores ocasionaram essas alterações como carbono, ozônio, vapor d’ água, temperatura e radiação.

Super ideia

Mas como isso é possível? Acontece que o aplicativo permite ao usuário selecionar um dos vários conjuntos de dados fornecidos pelo projeto Nasa Earth Observations (NEO) e buscá-los em ordem cronológica.

A ideia é diferente da biblioteca da Nasa a WorldWind que serve para localizar as coordenadas da Terra, mas que mostra apenas um dado por vez e não tem como ‘animar’ as mudanças.

O trabalho é tão bacana que o grupo foi premiado recentemente com menção honrosa ao ficar entre os 11 primeiros colocados no Nasa Space Apps Challenge. Uma competição internacional promovida pela Nasa, agência espacial dos Estados Unidos.

Com o nome de goto.lua, a equipe competiu com mais de 29 mil participantes e por pouco não foi escolhida para visitar as estruturas da Nasa, em Cabo Canaveral, nos EUA. Oportunidade dada ao seis primeiros classificados.

Segundo Bruno Kind, foram seis times ganhadores em categorias diferentes. “Qual projeto participava de qual categoria não ficou claro, mas entendemos que não houve ordem entre eles. Já entre os demais 24 times, cinco foram selecionados com menção honrosa, sendo o nosso um deles”, explica.

Trabalhão

Mas você pensa que foi fácil? Claro que não!

Na verdade, o grupo precisou ganhar primeiro um Hackathon (maratona de programação), disputado na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) em outubro de 2019. Na disputa, os estudantes ficaram acordados por 48 horas seguidas para desenvolver o projeto.

A competição foi realizada simultaneamente em várias cidades do mundo e os participantes encararam desafios reais desenvolvidos pela Nasa. Saiba mais sobre o Hackathon aqui

Com informações Samuel Resende para o Boletim UFMG 2.088

Sobre o(a) autor(a)

Tuany Alves

Tuany Alves

Jornalista, com pós-graduação em Jornalismo em Ambientes Digitais, apaixonada por descobrir coisas novas. Entre seus campos de pesquisa estão gênero e ciência.
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