Por que os furacões são nomeados?

Muita gente acha engraçado que os furacões tenham nomes de humanos como, por exemplo, Andrea, Fernand e Humberto. Na verdade, essa é uma maneira de evitar confusões e facilitar a divulgação de alertas preventivos para essas tempestades.

A lista de nomes para os ciclones tropicais do Atlântico, como também são chamados os furacões, foi criada em 1953 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. Atualmente, as listas são mantidas e atualizadas pela Organização Meteorológica Mundial, agência da ONU.

Você sabia? Existe uma lenda de que os nomes de furacões são homenagens às pessoas que morreram no naufrágio do Titanic. Se você não conhece o caso desse navio, vale a pena pesquisar sobre este que foi  um dos maiores desastres marítimos de toda a história.

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Outubro de 2012, furação Sandy. Foto NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Flickr

História de muitos séculos

A nomeação de ciclones tropicais e tempestades ocorre desde os anos 1500. Naquele época, os nomes de santos da Igreja Católica eram usados para identificação. Em 4 de outubro de 1526, dia de São Francisco, um furacão atingiu Porto Rico. Sendo assim, a tempestade foi nomeada São Francisco.

Acredita-se que o primeiro meteorologista a dar nomes oficialmente a ciclones tropicais foi o australiano Clement Wragge. Inicialmente, usou personagens da mitologia grega e romana.

Somente em 1953, meteorologistas americanos começaram a perceber que o uso de nomes curtos e fáceis de lembrar era uma maneira eficaz de comunicar os possíveis impactos de grandes tempestades. Por mais de duas décadas, usou-se somente nomes de mulheres, mas desde 1979 eles alternam com nomes de homens.

Lista de nomes para os ciclones tropicais do Atlântico 2020

  • Arthur
  • Bertha
  • Cristobal
  • Dolly
  • Edouard
  • Fay
  • Gonzalo
  • Hanna
  • Isaias
  • Josephine
  • Kyle
  • Laura
  • Terco
  • Nana
  • Omar
  • Paulette
  • Rene
  • Sally
  • Teddy
  • Vicky
  • Wilfred

Você sabia? No Oeste do Pacífico o critério para nomear furacões é outro. Por lá, utiliza-se nomes de flores, animais, personagens históricos e mitológicos e alimentos.

Sobre o(a) autor(a)

Luana Cruz

Luana Cruz

Jornalista, professora e pesquisadora. É mãe dos gêmeos Martin e Heitor.
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