Você provavelmente já deve estar sabendo que, na semana passada, aconteceu um eclipse total do sol. Este tipo de eclipse acontece quando a Lua fica entre a Terra e o Sol.

Durante um eclipse solar, a  a Lua fica entre a Terra e o Sol (Wikpedia/Commons)
Durante um eclipse solar, a a Lua fica entre a Terra e o Sol (Wikpedia/Commons)

O fenômeno pôde ser visto em sua totalidade em partes de alguns países da América do Sul, como Chile e Argentina. Por isso, cientistas e pessoas interessadas no assunto do mundo inteiro se descolaram para estes países só para ver o eclipse.

Durante um minuto e 52 segundos, no dia 02 de julho de 2019, toda luz solar foi totalmente ocultada pela Lua.

Quais são os impactos de um eclipse solar?

De acordo com cientistas da Nasa, a transformação momentânea do dia em noite é capaz de alterar variáveis meteorológicas, como temperatura, umidade relativa e pressão. Isso acontece porque a luz solar é bloqueada pela Lua, o que interfere diretamente nestas variáveis.

Outro impacto gerado pela escuridão está relacionado ao comportamento das plantas e dos animais. Com a diminuição da radiação solar, as plantas desencadeiam comportamentos únicos, e os animais tendem a ficar assustados.

No dia 02 de Julho de 2019, o eclipse solar total pôde ser visto na Argentina e no Chile (La_Silla_Observatory ESO/P. Horalek)

Durante o eclipse, há também a ocorrência do chamado “vento de eclipse”. Como bloqueio da luz do Sol, o chão é resfriado rapidamente.

Isso faz com que o ar que sobe do chão também fica frio. Devido essa mudança de temperatura e pressão, há uma queda da velocidade do vento que acaba, também, mudando de direção.

Quando será o próximo eclipse solar total?

Um eclipse como o do dia 02 de Julho só pode ser visto em um mesmo lugar (como exatamente na mesma cidade), em média, a cada 375 anos!

Porém, se considerarmos pontos diferentes da Terra, um eclipse solar total pode ser visto a cada 18 meses.

Sendo assim, o próximo eclipse está previsto para ocorrer também na América do Sul, em dezembro de 2020!

Sobre o(a) autor(a)

Mariana Alencar

Mariana Alencar

Jornalista graduada pela UFMG (2015) e mestre em Textualidades Midiáticas na mesma universidade. Graduada também em Geografia (2011) pela UFMG. Atualmente, integra a equipe do PCCT desenvolvendo reportagens para a revista Minas Faz Ciência e Minas Faz Ciência Infantil.
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