O pássaro mais raro do mundo

Provavelmente você já deve ter assistido ou ouvido falar do filme “Rio”, aquela animação lançada em 2011, pela Blue Sky Studios. O filme se passa na cidade do Rio de Janeiro e tem como personagem principal uma ararinha-azul. O simpático Blue ganhou fama internacional com o filme que foi dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha.

Fonte: Agência Brasil

CARACTERÍSTICAS  

Blue, é uma ararinha-azul. Seu nome cientifico é Cyanopsitta spixii. Normalmente, a ararinha-azul é uma espécie que tem cerca de 57 centímetros, vive na região norte do estado da Bahia, se alimenta de flores, frutos, polpa, seiva e principalmente de sementes.

As ararinhas-azuis se reproduzem nas épocas das chuvas, entre outubro e março, e não possuem o dom dos papagaios para a fala, mas conseguem aprender algumas palavras isoladas.

Segundo a organização ambiental BirdLife Internacional, as últimas espécies vivendo em liberdade foram identificadas em 2001. Hoje, a ararinha-azul faz parte da lista de animais em extinção.

 

Ararinha-azul no seu criador, na Alemanha. Fonte: Agencia DW

EXTINÇÃO

A organização ambiental BirdLife Internacional divulgou um estudo que revela que oito espécies de pássaros estão com alta probabilidade de terem sido extintas da natureza. Quatro dessas aves são brasileiras: a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), o limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi), o trepador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti) e o caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum) – que é uma coruja.

 Por ser muito valiosa, a ararinha-azul foi alvo do tráfico de animais silvestres e da caça. A destruição causada no meio ambiente também foi uma das causas para a sua extinção na natureza.

Como agora está extinta, exemplares da ararinha-azul podem ser encontrados apenas com criadores e, o maior criador e reprodutor dessa espécie no mundo, está localizado em Rüdersdorf, um pequeno município alemão com pouco mais de 15 mil habitantes e localizado a 26 quilômetros de Berlim. Lá, estão 146 das cerca de 160 ararinhas-azuis que existem no mundo.

Em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP) pretende, em 2019, reintroduzir as primeiras ararinhas-azuis em seu habitat natural: a caatinga.

Filhotes de ararinha-azul no criadouro, na Alemanha. Fonte: Agencia DW

Fontes: Portal Fiocruz; Agência Brasil; ICM Bio.

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