O que celebramos em 15 de novembro?

O ano era 1889 e a campanha em defesa da República já estava fortalecida no Brasil.

D. Pedro II, o Imperador, já com a saúde fragilizada, exilou-se em Petrópolis (RJ) com sua família.

No segundo semestre daquele ano, vários acontecimentos indicavam que o país passaria por mudanças, conforme contam as historiadoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling:

“Em 15 de outubro, por exemplo, data das bodas de prata da Princesa Isabel, a Guarda Negra ganhou as ruas do Rio de Janeiro, com pelo menos  1500 homens. Os jornais também não davam trégua, comentando de forma exaltada ora a onda de anarquia, ora a intenção de d. Pedro  de abdicar em favor de Isabel. Nesse ínterim, o Exército – que havia fundado o Clube Militar da corte – começou a se manifestar, exigindo posição mais representativa no cenário nacional”.

Como aconteceu a Proclamação da República?

Proclamação da República no Brasil não aconteceu de um dia para o outro. Na tomada de decisões que levou à queda do regime monárquico, diversas figuras políticas, como Rui Barbosa e Benjamin Constant, uniram-se para convencer o Marechal Deodoro a liderar o movimento contra o Império.

Em 11 de novembro daquele ano, era em Petrópolis que o Imperador se encontrava antes de descer ao Rio de Janeiro para participar do Baile da Ilha Fiscal, que ficou conhecido como o símbolo do final da monarquia no país.

"O último baile do Império", o Baile da Ilha Fiscal, em óleo sobre tela de Aurélio de Figueiredo
“O último baile do Império”, o Baile da Ilha Fiscal, em óleo sobre tela de Aurélio de Figueiredo

Ao retornar a Petrópolis, quatro dias depois do Baile, o Imperador recebeu a notícia da formalização do regime republicano e do banimento da Família Imperial do país.

O 15 de novembro

Em 15 de novembro, foi instituído o governo provisório republicano, que contava com a liderança do Marechal Deodoro da Fonseca e de outras figuras políticas como o Marechal Floriano Peixoto e os ministros Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa, Campos Sales, entre outros.

Daí em diante, os militares tiveram a preocupação de “ocultar” ou “transformar” os símbolos do Império em lembretes da vitória republicana. Com isso, passaram a mudar nomes de ruas.

“Rua do Imperador”, por exemplo, passou a se chamar “Av. 15 de novembro”, enquanto a “Rua da Imperatriz” tornava-se “Av. 7 de setembro”.

Fontes:

  • “Brasil, uma biografia”, de Lilia M. Schwarcz & Heloisa M. Starling.
  • “As barbas do Imperador”, de Lilia M. Schwarcz

Sobre o(a) autor(a)

Verônica Soares

Verônica Soares

Jornalista e curiosa! Gosto de ler e estudar sobre comunicação, história e ciências.
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