Que tal embarcar numa viagem astronáutica?

Muitas crianças sonham em pegar um foguete rumo ao espaço, não é mesmo? Mas fazer uma viagem à Lua ou conhecer o planeta Marte não é assim tão fácil. A boa notícia é aqui na Terra, bem pertinho, no campus Pampulha da UFMG, em Belo Horizonte, será possível ver, de perto, equipamentos austronáuticos de verdade. Por exemplo, o Rover, carro robótico de exploração espacial feito para se locomover em terrenos extraterrestres. Ou, ainda, aprender a construir um foguete de garrafa PET. Outra pedida é visitar uma exposição com maquetes de satélites brasileiros e acompanhar a impressão das miniaturas numa impressora 3D. Depois, quem sabe, ganhar o sorteio e levar uma delas para casa.

Astronauta. Foto: Alessandra Ribeiro
Menina posa de astronauta no estande da Agência Espacial Brasileira na SBPC Jovem

As atividades são realizadas no estande da Agência Espacial Brasileira, montado na área azul-clara da tenda SBPC Jovem, durante a 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, ao longo desta semana. O melhor: tudo de graça e aberto ao público.

Em outro estande, na área vermelha, a Sociedade Astronômica Brasileira apresenta um cenário de “Paisagens Cósmicas”. Nele, o visitante se afasta cada vez mais do nosso planeta e chega à Radiação Cósmica de Fundo do Universo, que mostra como era o cosmo em sua juventude.

Astronomia na escola

Na programação da SBPC também está o minicurso Astronomia da Escola. Para esta atividade, é preciso ter feito inscrição, previamente. Quem vai dar as aulas são os professores Wagner Corradi e Rodrigo Dias Tárcia, do Departamento de Física do Instituto de Ciências Exatas da UFMG.

Os participantes vão aprender sobre a história da astronomia e os instrumentos astronômicos, eclipses, fases da Lua e estações do ano; ver demonstrações de relógios de Sol e saber mais sobre o Sistema Solar, as estrelas, constelações, galáxias, nebulosas…o universo! Quem está inscrito vai fazer também um tour astronômico noturno, que terá observação do céu a olho nu e com a ajuda de binóculos e telescópios.

Haverá, ainda, sessões interativas no Planetário Móvel do Museu Itinerante Ponto UFMG. Ele funciona numa carreta que ficará estacionada no campus Pampulha. E olha que legal: o Espaço Astronomia, assim como outros espaços interativos do Museu, são abertos a todos os interessados.

Para quem não fez inscrição no minicurso, o professor Wagner Corradi dá dicas a crianças e professores interessados em acompanhar as mais recentes descobertas astronômicas. “Quase diariamente, os meios de comunicação anunciam novas descobertas. Seja de um novo planeta, seja da possibilidade de haver água em Marte e na Lua, ou mesmo uma tempestade solar que interfere nos meios de comunicação terrestres”, ele diz.

No Brasil, ele recomenda acessar, pela internet, as páginas do próprio Laboratório de Astrofísica da UFMG, além da Sociedade Astronômica Brasileira, do Laboratório Nacional de Astrofísica, do Observatório Nacional e do Instituto de Astronomia e Geofísica, que oferece o serviço Pergunte a um astrônomo. Também é possível acompanhar os sites dos observatórios astronômicos mais importantes do mundo: ESO, Gemini, e Soar (em inglês). Quando o assunto é astronáutica, as referências nacionais são a Agência Espacial Brasileira e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Lá fora, claro, a Nasa, que dispensa apresentações.

O professor lembra que grandes avanços tecnológicos estão ligados, de uma forma ou de outra, à pesquisa astronômica. “Para citar apenas alguns, basta lembrar do teflon (que está presente tanto nas panelas quanto em lentes de contato), do microcomputador, do relógio de quartzo, das câmeras de vídeo (analógicas e digitais), e da grande maioria dos sistemas de miniatura. A invenção e desenvolvimento deles surgiu da necessidade da exploração espacial”, exemplifica.

Olimpíadas

Na sexta-feira, 21, às 10h, haverá uma conferência na 69ª Reunião Anual da SBPC sobre os 20 anos da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). A competição anual é aberta a todos os estudantes dos níveis fundamental e médio, das redes pública e particular. Ao longo dessas duas décadas, a OBA teve mais de 8 milhões de participantes e distribuiu 40 mil medalhas.

Em outubro, será realizada a Jornada de Foguetes, que teve 101 estudantes selecionados de 28 cidades de Minas Gerais. Eles fizeram, nas próprias escolas, foguetes de garrafa PET capazes de atingir mais de 120 metros de distância.

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Sobre o(a) autor(a)

Alessandra Ribeiro

Alessandra Ribeiro

Jornalista, mestra em Comunicação Social pela UFMG e mãe do Kenzo. :-)
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