Invisíveis, mas estão em tudo

Carol do Espírito Santo Ferreira

Sabe quando você brinca de Lego e toda a sua criação é composta de bloquinhos e mais bloquinhos? Fora do mundo da brincadeira, também é (mais ou menos) assim! Só que, na vida real, as coisas acontecem numa escala bem pequenina, invisível aos nossos olhos.

Em outras palavras: tudo que conhecemos é composto por partículas elementares, chamadas de átomos.

O termo átomo vem da língua grega e significa “sem partes” ou “indivisível”. A noção da existência de tais bloquinhos (Ooops!, dessas “partículas”) surgiu na Grécia, cerca de 450 anos antes do nascimento de Cristo, e previa que, se dividíssemos, muitas vezes, um corpo, chegaria um momento em que não seria mais possível quebrá-lo, pois teríamos alcançado a menor parte da composição da matéria.

Essa ideia foi retomada no século XIX, quando os cientistas já tinham instrumentos para tentar descobrir o formato dos átomos e a maneira como eles se organizam.

A partir dessa época, vários modelos atômicos foram propostos. Você vai estudar isso a fundo no Ensino Médio. Mas, para matar a sua curiosidade, vamos apresentar aqui os principais deles.

Histórias de átomos

Um modelo atômico é o desenho de como se imagina o funcionamento de um átomo de verdade.atomo

O primeiro deles, apresentado depois dos gregos, foi o de um químico inglês chamado John Dalton, que viveu de 1766 a 1844.

Ele imaginou o átomo como uma bolinha de sinuca: uma esfera maciça e indivisível.

Este modelo, porém, era simples demais. E incompleto. Por isso, em 1897, o físico inglês Joseph John Thomson (1856-1940) provou a existência de partículas negativas na estrutura do átomo, e deu a elas o nome de “elétrons”.

Mas, como a natureza normal da matéria é neutra, Thomson imaginou que também deviam existir partículas positivas, que neutralizariam os elétrons.

Desse modo, derrubou o modelo de Dalton, pois o átomo não seria, então, nem maciço, nem indivisível.

O modelo atômico de Thomson ficou conhecido como “pudim de passas”: o átomo é uma esfera não maciça, de carga elétrica positiva, incrustrada de partículas negativas (os elétrons). Com isso, sua carga total é nula.

Já no século XX, um físico neozelandês chamado Ernest Rutherford (1871-1937) descobriu, por meio de um experimento, que o átomo era composto por um núcleo muito pequeno, com carga elétrica positiva, que seria equilibrada pelos elétrons, que ficam girando ao redor do núcleo, numa região chamada eletrosfera.

Este modelo atômico se parece com o Sistema Solar: o núcleo seria o Sol e os elétrons (os planetas) girariam ao redor dele.

Segundo Rutherford, o núcleo seria formado por partículas positivas, denominadas “prótons”. Trinta anos depois dessa sacada, um físico inglês chamado James Chadwick (1891-1974) descobriu os nêutrons, que são partículas neutras capazes de diminuir a repulsão entre os prótons.

Por fim, o físico dinamarquês Niels Bohr (1885-1962) aperfeiçoou esse modelo atômico, sofisticando a descrição do comportamento dos elétrons. Por isso, a ideia dele é a mais aceito até os dias de hoje e ficou conhecida como “modelo de Rutherford-Bohr”.

A união faz a força (e mil outras coisas)

Os átomos iguais se juntam para formar os elementos químicos. E tudo o que conhecemos é feito dessa união. Duvida?

  • O Ferro (Fe) é um dos componentes químicos mais importantes do nosso sangue.
  • Nossos dentes e ossos são compostos, principalmente, de Cálcio (Ca). Curioso é saber que este é o mesmo material do gesso e do giz.
  • O Fósforo (Ph) não está, como imaginamos, nos palitos de fósforo, mas na caixinha.
  • O cheiro característico do café se dá por causa da presença de Enxofre (S).
  • Os balões de gás são cheios de Hélio (He).
  • O Mercúrio (Hg) pode ser encontrado, em estado líquido, dentro dos termômetros, e, em estado gasoso, nas lâmpadas fluorescentes.
  • A bolinha da ponta das canetas esferográficas é feita de Carbeto de Tungstênio, um composto de Carbono (C) e Tungstênio (W).

 Dica de leitura

Elementar, caros amigos: o fascinante dia a dia dos átomos, de Marcelo R. L. Oliveira (Editora A Girafa, 2013)

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