Professora do Cefet-MG há 15 anos, a escritora Ana Elisa Ribeiro é uma das fundadoras do curso de Letras (bacharelado em Tecnologias da Edição) da instituição. Também participou da criação do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens.
As linguagens e as tecnologias são o principal tema de investigação em sua carreira acadêmica. Concluiu o mestrado em 2003, com a dissertação Ler na tela. Em 2008, os aspectos do letramento digital e da leitura de jornais foram objeto de estudo na tese de doutorado, Navegar lendo, ler navegando.
Enquanto eu levo a trilha da escrita literária por um lado, a de pesquisadora segue pelo outro. Mas, de vez em quando, elas interagem, não são coisas completamente alheias uma à outra.
Ana Elisa é autora de mais de 30 livros. Um deles, Dicionário de imprecisões, foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria poesia, em 2020.
Pioneiras
Desde 2019, Ana Elisa coordena, com a participação de outras duas docentes do Cefet-MG, o grupo de pesquisa Mulheres na edição, que busca resgatar trajetórias de editoras de livros cujo trabalho foi apagado na história da Literatura.
O posto de editor é um posto de poder, de influência. São figuras muito celebradas. Nós conhecemos histórias de alguns editores, todos homens. Então, pensei: será que existe alguma mulher tão ousada que, em meados do século XX, conseguiu se transformar em alguém que decide o que publicar? Eu descobri que há pouco vestígio delas, mas elas existiram, escassamente.
Mulher faz Ciência
Ana Elisa Ribeiro é uma das personagens do terceiro volume do e-book Mulher faz Ciência, que será lançado nesta quinta-feira, 11 de fevereiro. A data marca o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. Iniciativa realizada no âmbito do projeto “Minas Faz Ciência”, da FAPEMIG, a publicação tem o objetivo de despertar o interesse de meninas e jovens para a carreira científica, além de valorizar o trabalho de mulheres pesquisadoras.