Ester e Jaqueline são duas cientistas brasileiras que tiveram um papel fundamental na compreensão da pandemia de coronavírus que estamos vivendo nesse primeiro semestre de 2020.

Elas foram responsáveis por decifrar o genoma do coronavírus apenas dois dias após o registro do primeiro caso da doença no Brasil.

O genoma corresponde a todas as informações genéticas do vírus que estão codificadas no seu RNA. O sequenciamento permite compreender como ele se espalha entre as pessoas e detectar mutações (alterações no RNA) que possam alterar a evolução da doença, um tipo de gripe.

Conhecer o genoma pode ajudar no desenvolvimento de vacinas e de tratamentos. O sequenciamento levou apenas 24 horas comparado à média de 15 dias para esse tipo de trabalho em outros países.

Ester e Jaqueline homenageadas pela Turma da Mônica / Reprodução

A Turma da Mônica fez uma linda homenagem a essas duas cientistas: Ester Cerdeira Sabino, professora do Departamento de Moléstias Infecciosas da Faculdade de Medicina da USP e diretora do Instituto de Medicina Tropical da USP, e Jaqueline Goes de Jesus, que faz pós-doutorado sob orientação de Ester.

Projeto Donas da Rua

As ilustrações fazem parte do projeto Donas da Rua, iniciativa que quer contribuir para que os direitos das meninas sejam respeitados, para que elas possam ser o que quiserem ser.

Desde 2007, a personagem Mônica é embaixadora do Unicef (Fundo das Nações Unidas pela Infância) e defende os direitos das crianças e adolescentes.

Em 2016, a Mauricio de Sousa Produções assinou os Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU — uma iniciativa da ONU Mulheres e do Pacto Global que orienta o setor privado na promoção da Igualdade de Gênero no ambiente de trabalho, mercado e comunidade. 

O projeto Donas da Rua conta com a parceria da ONU Mulheres, a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres.

Fundamentada na visão de igualdade consagrada na Carta das Nações Unidas, a ONU Mulheres, entre outras questões, trabalha para a eliminação da discriminação contra as mulheres e meninas e a realização da igualdade entre mulheres e homens como parceiros e beneficiários do desenvolvimento, direitos humanos, ação humanitária, paz e segurança.

Outras cientistas homenageadas

Em 11 de fevereiro de 2020, Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, a pesquisadora Neiva Guedes foi homenageada por Maurício de Souza pela sua contribuição à ciência.

Bióloga, ela nasceu em Ponta Porã (MS). Em novembro de 1989, viu um bando de araras azuis no Pantanal. Quando soube que a ave estava ameaçada de extinção, decidiu fazer algo. Foi o início do Projeto Arara Azul

Desde então, ela dedica a vida à conservação da ave. Neiva estudou as araras azuis em vida livre e passou a manejar o ambiente, testando e produzindo ninhos artificiais, manejando ovos e filhotes e divulgando a importância de manter as araras-azuis voando na natureza.

Assim, as aves tornaram-se comuns no Pantanal e no Estado de Mato Grosso do Sul. O projeto tornou-se referência de conservação no Brasil e no mundo.

Neiva Guedes homenageada no projeto Donas da Rua / Reprodução

Turma da Mônica aliada da ciência

Outra ação muito bacana que a Turma da Mônica desenvolveu foi publicada no site e nas mídias sociais: um incentivo para você lavar as mãos!

Esta é a principal forma de se prevenir contra o novo coronavírus.

A transmissão acontece também por contato físico, quando as gotículas alcançam mucosas do olho, nariz e boca, o melhor é evitar beijos e abraços. Não é desprezo, é apenas proteção. Por isso, lave as mãos e evite abraços e beijos, por enquanto.

Se até o Cascão está lavando as mãos, você não pode ficar de fora, certo?

Turma da Mônica / Reprodução

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