Quando já é noite e você entra em um quarto escuro, qual é a primeira coisa que faz? Procura o interruptor e acende a luz, não é mesmo?

No nosso dia a dia, lidamos com dois tipos de luzes: as naturais e as artificiais. Dos primeiros minutos da manhã até o finalzinho da tarde, o Sol ilumina a Terra naturalmente… Assim como a Lua, quando está bem brilhante no céu! Não precisamos fazer nada para que esses astros do espaço apareçam e deixem o ambiente mais claro.

Mas nem sempre podemos contar com o Sol e com um luar bem iluminado. Por isso, humanos fabricaram luzes artificiais. Hoje, lâmpadas, luminárias, lanternas e postes de iluminação são alimentados por eletricidade.

E assim, nossas casas, escritórios, fábricas, rodovias, parques de diversões, aeroportos e praças da cidade ficam bem iluminados! E fazem a Terra brilhar quando é noite.

Quando astronautas olham lá de cima, para o lado da Terra em que não está batendo Sol, enxergam essas luzes se acenderem, se apagarem, e sabem: nesses pontinhos de luz vivem as pessoas.

Pistas para onde vivem os humanos!

As luzes artificiais podem nos dizer onde as pessoas vivem e como elas moldam a Terra. Também nos ajudam a descobrir quanta energia estamos usando e quando ela foi cortada por tempestades, terremotos ou inundações.

As luzes noturnas nos ajudam a mapear assentamentos humanos. Muitos estão ao longo da costa, nas praias, em rios e cursos de água. E as áreas escuras podem ser desertos, montanhas ou florestas (lugares com pouca ou nenhuma luz).

Durante 40 anos, satélites e astronautas reuniram imagens da Terra à noite. Essas fotos e dados mostram padrões e mudanças em onde e como vivemos. Por exemplo, podemos ver quais cidades estão crescendo e onde nossos prédios, estradas e fronteiras mudaram a paisagem. Também podemos ver infraestrutura – as rodovias e ferrovias que usamos para transportar mercadorias e viajar.

Vamos saber o que acontece em alguns pontos da Terra?

Luzes no rio Nilo/Nasa

Vida ao redor do rio

O vale do rio Nilo e o delta do Nilo representam menos de 5% da área do Egito. É uma parte bem pequena do país. Mas a maior parte das pessoas vivem lá! Para 97% da população do país, essas áreas são seu lar.

Quem acendeu as luzes?

Nem sempre é fácil identificar mudanças em cidades maiores e mais antigas. Mas os cientistas fizeram isso quando compararam as luzes da noite perto de Chicago. Entre 2012 e 2016, uma rodovia que fica entre as cidades de Chicago e Rockford cresceu e ganhou mais duas pistas. Essa mudança trouxe novos negócios para a região e, junto, mais luzes.

Luzes das cidades na Argentina/Nasa

Ligue os pontos

As luzes da noite podem nos mostrar coisas que não podemos ver de dia. Se você olha, do espaço, para a região central da Argentina sob a luz do sol, mal consegue ver que ali vivem humanos. Mas à noite, a área fica como um jogo de ligar os pontos. Linhas de luzes brilhantes e espaçadas mostram as cidades. Elas aparecem a cada 30 a 50 quilômetros, onde as cidades cresceram em torno das estações ferroviárias.

Às vezes tem gente, mas não tem luz

Nem sempre as luzes da cidade nos dizem onde as pessoas moram. É fácil ver isso quando olhamos para as Coreias. Na Coreia do Sul vivem 51 milhões de pessoas e na Coreia do Norte cerca de 25 milhões. Mas enquanto a Coréia do Sul brilha com as luzes da cidade, a Coréia do Norte quase não tem iluminação. As luzes mostram diferenças de onde a eletricidade está disponível.

Coreia do Norte e Coreia do Sul/Nasa

Iluminação nos feriados e festas

Muita gente fica festiva perto dos feriados e gosta de decorar! Cientistas descobriram que nossas casas, ruas, escolas começam a brilhar mais em algumas datas especiais. Por exemplo, na véspera do Natal.

Com informações do Earth observatory for kids (NASA).