Todo dia a ciência e a tecnologia evoluem e cada vez mais os cientistas buscam ajudar as pessoas com esses avanços. Seja com um alimento mais saudável ou, até mesmo, uma máquina que permite que pessoas que não andavam voltem a caminhar.

Duvida? Pois saiba que essa é a ideia do exoesqueleto desenvolvido por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), o equipamento busca ajudar pessoas com paraplegia.

O que seria isso? Bem, as pessoas paraplégicas têm dificuldade em movimentar as pernas, muitas não conseguem andar.

E aí? Como esse equipamento futurístico pode ajuda-las?

Segundo o coordenador do estudo, Rogério Sales Gonçalves, a ideia é que os usuários possam fazer atividades simples que os ajudem tanto na saúde física como mental. “Ações como conversar em pé, movimentar as pernas melhorando a circulação e evitando problemas de saúde”, exemplifica.

Super ‘pernocas’

Mas afinal, como é esse exoesqueleto? O equipamento possui quatro pernas mecânicas, sendo que cada uma consegue reproduzir o andar humano.

Imagem do protótipo do exoesqueleto. Foto: divulgação

Segundo o pesquisador, a escolha buscou dar sustentação, estabilidade e segurança ao usuário, já que sempre terá duas pernas no chão.

Há uma grande diferença do aparelho mineiro para os outros que estão sendo desenvolvido no Brasil, e no mundo. Acontece que, além de ser focado em pessoas paraplégicas, o equipamento funciona através da força do usuário e não por motores.

“Essa é a principal inovação do aparelho. O que faz com que tenhamos uma estrutura de baixo custo, que permite a movimentação e exercícios de todo o corpo do usuário ajudando em sua saúde”, conta Rogério.

Pernas em ação

As pessoas já podem usá-lo? Vamos com calma.

Os pesquisadores ainda estão trabalhando no equipamento e fazendo ajustes para que o usuário faça curvas. Além disso, o grupo fará testes com pessoas reais para identificar possíveis melhorias.

Segundo o coordenador, a ideia é que tecnologia tenha um preço acessível, de forma que possa atender a todos, inclusive crianças.