O que você vai ser quando crescer? Já pensou em ser cientista?

Hoje é um bom dia para conversamos sobre a importância de meninas se interessarem por carreiras nas ciências. Sabe por quê? Desde 2015, celebramos no dia 11 de fevereiro o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência.

Esta data foi criada pela UNESCO e pela ONU Mulheres, em colaboração com instituições e parceiros da sociedade. A ideia é promover o acesso e a participação de mais mulheres e meninas na ciência.

O Dia foi aprovado pela Assembleia das Nações Unidas em 22 de dezembro de 2015, por meio da Resolução A/RES/70/212.

Meninas podem ser o que quiserem!

O dia de hoje é um lembrete de que meninas e mulheres têm papel fundamental nas comunidades da ciência e tecnologia e que a sua participação deve ser fortalecida. 

E não somos só nós que estamos dizendo – ampliar a participação de meninas e mulheres nas ciências está relacionado à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A igualdade de gênero é o objetivo nº 5 da Agenda 2030.

Apesar dos ganhos notáveis que as mulheres conquistaram nas últimas décadas, o progresso foi desigual.

  • De acordo com o Instituto de Estatísticas da UNESCO (UNESCO-UIS), apenas 28% dos pesquisadores do mundo são mulheres.
  • As mulheres continuam sub-representadas nos campos da ciência, tecnologia, engenharia e matemáticas (STEM).
  • Mesmo quando mulheres são maioria, elas ainda têm dificuldade de chegar nos altos cargos de liderança.
  • O número de mulheres reconhecidas como líderes por meio de premiação permanece baixo.

Essa falta de reconhecimento das conquistas das mulheres contribui para o equívoco de que as mulheres não podem atuar na ciência ou, pelo menos, não tão bem como os homens.

Isso também impacta a escolha de profissões de meninas e jovens. Quando não temos muitos exemplos de mulheres em determinadas profissões, a chance de escolher aquela carreira acaba sendo menor para elas.

Meninas podem ser o que quiserem! (Imagem meramente ilustrativa via Pixabay)

Estamos juntas nessa luta!

Promover a igualdade da participação de mulheres na ciência requer uma mudança de atitudes: as meninas precisam acreditar nelas mesmas como cientistas, exploradoras, inovadoras, engenheiras e inventoras.

Nesse movimento coletivo, campos que por muitos anos foram considerados masculinos, como a robótica, por exemplo, são apontados cada vez mais como áreas que precisam de mais meninas interessadas.

Se, historicamente, a tendência das meninas é optar pela área de humanas, a introdução da robótica nas escolas mostra que, com a prática, elas despertam para a tecnologia e área de exatas, e isso é extremamente importante para que se preparem para o futuro mercado de trabalho.

Fato é que se as meninas forem estimuladas ao raciocínio lógico e concentração poderão almejar profissões que deixam de lado não por não terem competência, mas por não receberem incentivo quando muito jovens.

Leia mais sobre este tema aqui, no Minas Faz Ciência.