Vitória Stephanie Moreira Caetano tem 20 anos e mora perto de uma delegacia. Por várias vezes, ela presenciou policiais avançarem o sinal de trânsito para atender a chamados de emergência. Filha de um oficial do Corpo de Bombeiros, ela conta que o pai perdeu colegas de corporação num acidente de carro. “A cena deles feridos me marcou muito e eu não gostaria que acontecesse com outros”, revela.

Estudante de Ciência da Computação no Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), ela decidiu criar um sistema de comunicação entre os semáforos da cidade e veículos de emergência, como ambulâncias e viaturas. A tecnologia permite diminuir o tempo que o sinal de trânsito fica fechado e, assim, a liberar as vias mais rapidamente para esses carros.

“A ideia é ter um dispositivo GPS, com internet, no veículo. Este dispositivo vai cruzar a localização dos veículos com a dos semáforos e abri-los”, explica. A comunicação pode ser feita por meio de um servidor (um computador central), ou através das lâmpadas de Belo horizonte. “Nas novas lâmpadas é possível instalar dispositivos para captar a aproximação de ambulância e enviar uma mensagem para o semáforo. Neste caso, não fica limitado à internet”, compara.

Laboratório aberto

Depois de elaborar o projeto, a estudante construiu um modelo em escala reduzida (protótipo). Isso foi possível com o uso da estrutura do Laboratório Aberto da Empresa de Informática do Município de Belo Horizonte (Prodabel), onde ela trabalha como estagiária. O espaço, inaugurado no ano passado, oferece recursos para que pessoas e empresas desenvolvam soluções para desafios da cidade.

Além da mobilidade urbana, os projetos podem ser voltados para áreas diversas, como saúde, educação e segurança. As propostas passam por um processo de seleção. Interessados em saber mais sobre a utilização do Laboratório Aberto da Prodabel podem entrar em contato pelo telefone (31) 3277-8451.