Conversar é uma coisa boa demais. Falar um eu te amo aos pais, contar uma novidade para os irmãos ou uma piada aos amigos faz bem e ajuda a fortalecer os laços de carinho e amizade. Mas você sabia que o Brasil tem duas línguas oficiais? Além do português, a Língua Brasileira de Sinais, ou LIBRAS. E mais, que nem sempre a conversa acontece pela voz?

A LIBRAS é a linguagem que as pessoas surdas usam para se comunicar. Muito mais que uma mimica, a língua de sinais possui movimentos específicos que se diferenciam de país para país. Ou seja, os gestos ensinados no Brasil são diferentes dos usados em Roma, por exemplo.

Esta linguagem também é usada pelas pessoas que escutam para se comunicar com os surdos. Porém, como nem todo mundo conhece os sinais é preciso de uma pessoa para fazer essa tradução: os intérpretes de libras.

 

Mas o que é preciso para ser um intérprete de libras?

Primeiro a LIBRAS é uma língua e, como qualquer outra, é preciso fazer um curso para aprendê-la.

De acordo com Dinalva Andrade, atriz e intérprete de libras do Espaço do Conhecimento da UFMG, os cursos de graduação têm duração de 3 a 4 anos. Já os cursos técnicos duram 2 anos.

“Depois a gente se direciona de acordo com uma área de maior interesse. Por exemplo, a minha formação é teatro, então eu sou intérprete de libras de exposições culturais e teatro. Mas tem intérpretes que trabalham na área jurídica, na área de saúde, em nas escolas.” conta.

As crianças que não são surdas também podem aprender LIBRAS. Existem diversas atividades culturais que buscam incentivar o aprendizado desde cedo.

Um exemplo, é o Librário do Conhecimento, que acontece no Espaço do Conhecimento, e ensina por meio de cartas a linguagem de sinais (confira a programação aqui). Além disso, existem peças de teatros infantis que contam com intérpretes. Para saber quais são fique ligado na página do Facebook BH em Libras.

 

E afinal qual a importância disso?

A importância é a comunicação.

“Se todo mundo soubesse a linguagem de sinal, aí seria lindo e todos se comunicariam com o surdo diretamente. Mas como ainda estamos em processo, as pessoas ainda não sabem, então é necessário que o intérprete esteja em todos os lugares.”, explica Dina Andrade.

Quando há um intérprete em cada espaço possibilita que o surdo se comunique com todos, promovendo o diálogo.