Já se imaginou dentro de um avião, a 10 mil metros de altura, sem ninguém a comandar o manche? Desesperador, não? Saiba, porém, que, por mais assustador que pareça, trata-se de realidade cada vez mais próxima de nós.

São muitas as pesquisas, inclusive no Brasil, que estudam a possibilidade de aviões não tripulados, comandados por robôs e inteligência artificial.

A tecnologia segue a linha dos chamados “carros autônomos”, que não precisam de
motoristas e já são uma realidade no mundo. Nos aviões, porém, as mudanças não são
tão simples, devido às diferenças e à complexidade das operações.

Apesar disso, hoje, muitas “tarefas” de um avião, numa viagem, já são executadas por
máquinas.

Modernos sistemas mecânicos, eletroeletrônicos e digitais, instalados nas aeronaves, já podem resolver coisas complicadas em um voo, como navegar entre dois pontos no espaço aéreo ou realizar pouso, de maneira automática.

“Atualmente, os aviões decolam, sobem, navegam, descem, pousam e taxiam no piloto automático. Isso depende, apenas, da programação do homem”, garante o professor Rogério Botelho Parra, que coordenador, na Universidade Fumec, o curso de Engenharia Aeronáutica.

Segundo ele, já é possível que 80% a 90% das atividades do voo sejam executadas por máquinas.

Aproveite o voo!

Por mais que a ideia pareça maluca, entrar em um avião pilotado por máquinas pode
fazer com que os índices de acidentes aéreos, já baixíssimos, diminuam ainda mais.

Isso porque, de acordo com pesquisa realizada pelo Escritório de Acidentes Aéreos, cerca de 67, 57% das causas dos problemas acontecem por falha humana. O erro técnico aparece em segundo lugar, com 20,72%, e o mau tempo, em terceiro, com 5,95%.

Se pensarmos por essa lógica, a regra é simples: quanto menos pilotos humanos, menores os equívocos.

Por isso, se você tiver algum receio sobre viajar em avião não tripulado, relaxe! Contra
números, é difícil discutir. E se as máquinas pilotam mais que os homens, aumentando a segurança de cada voo, aguarde essa tendência, que logo deverá fazer parte de nosso cotidiano. Aperte os cintos, e bom voo!