Um trabalho de campo realizado pela equipe do Centro de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) desde 2009, no município de Campina Verde (MG), resultou na descoberta de um novo crocodilo pré-histórico na região!

O trabalho dos pesquisadores foi divulgado na revista científica internacional PeerJ e pode ser lido na íntegra gratuitamente (em inglês).

Essa pesquisa descreve uma nova espécie de um crocodilo, o Caipirasuchus mineirus – Caipira mineiro! – que viveu durante o Cretáceo Superior, há cerca de 80 milhões de anos, no Triângulo Mineiro.

 

No mapa é possível identificar o registro brasileiro dos crocodilos pré-históricos nos estados de Minas Gerais (MG) e São Paulo (SP). Todos foram encontrados em rochas do Cretáceo Superior. Reprodução / Artigo

No mapa é possível identificar o registro brasileiro dos crocodilos pré-históricos nos estados de Minas Gerais (MG) e São Paulo (SP). Todos foram encontrados em rochas do Cretáceo Superior. Reprodução / Artigo

O trabalho foi liderado pelo pesquisador Agustín Martinelli, do Museo Argentino de Ciencias Naturales Bernardino Rivadavia, em conjunto com o professor Thiago Marinho, da UFTM, com o pesquisador Fabiano Iori, do Museu de Paleontologia Pedro Candolo e com o geólogo Luiz Carlos Borges Ribeiro, também da UFMT.

O fóssil foi achado em 2014. Restos de Caipirasuchus já tinham sido achados em rochas do Cretáceo no estado de São Paulo, mas o novo fóssil descrito representa uma nova espécie e ela é a primeira em Minas Gerais.

Nesse outro mapa é possível verificar a localização do sítio “Fazenda Três Antas”, no município de Campina Verde, (MG). Reprodução / Artigo

Nesse outro mapa é possível verificar a localização do sítio “Fazenda Três Antas”, no município de Campina Verde, (MG). Reprodução / Artigo

O esqueleto encontrado, que pode ser visto na imagem acima, possui cerca de 70 cm de comprimento, com o crânio de formato triangular dotado de dentes adaptados a uma alimentação herbívora-onívora.

Diferente dos jacarés atuais, o Caipirasuchus mineirus possuía hábitos terrestres e um andar ereto, o que significa que o corpo era erguido do chão, similar ao andar de um cachorro.

Com informações do site da UFTM.