O Protocolo de Montreal sobre substâncias que destroem a camada de ozônio surgiu em 1987, a partir da Convenção de Viena. Esse tratado internacional entrou em vigor em 1° de janeiro de 1989.  O documento assinado é um acordo que alguns países fizeram para proteger a camada de ozônio e reduzir a produção e o consumo dos CFCs (substâncias artificiais que eram utilizadas nas indústrias de refrigeração e ar condicionado, aerossóis, espumas e extintores de incêndio) e de todas as substâncias que destroem a camada de ozônio. Muitos países assinaram o tratado que estipulava o prazo de dez anos para que todas as nações diminuíssem ou acabassem com o uso desses produtos.

A ideia do projeto começou em 1985, na Áustria, quando alguns países se manifestaram preocupados com os possíveis impactos que poderiam ser causados com o fenômeno da redução da camada de ozônio. Essa reunião ficou conhecida como Convenção de Viena para a proteção da camada de ozônio. Durante a conferência, foi anunciada uma série de atitudes necessárias para promover mecanismos de proteção ao ozônio estratosférico, informando medidas que os países deviam tomar para evitar a destruição da camada. Todas as informações ficaram à disposição para os governos.

O Brasil aderiu ao Protocolo de Montreal em 6 de junho de 1990. Os resultados obtidos com sua implantação garantiram a eliminação de 10.525 toneladas de substâncias com Potencial de Destruição do Ozônio (PDO). Algumas das substâncias que foram proibidas e já estão 100% eliminadas (fora de uso), como: CFCs, Halons, CTC e Brometo de Metila.

Atualmente, o Protocolo de Montreal é o único acordo ambiental internacional que é universal: mais de 197 estados assumiram o compromisso de proteger a camada de ozônio. A boa notícia é que pesquisas informam que, por volta de 2065, a camada de ozônio estará recuperada.

MAS, O QUE É A CAMADA DE OZÔNIO?

Na imagem é possível ver a camada de ozônio com buracos, deixando os raios solares entrarem com mais radiação ultravioleta B em nosso planeta. Fonte: significados

Na imagem é possível ver a camada de ozônio com buracos, deixando os raios solares entrarem com mais radiação ultravioleta B em nosso planeta. Fonte: significados

 

O ozônio (O3) é um dos gases que estão na atmosfera entre 20 e 35 km de altitude em uma região chamada estratosférica ou denominada Camada de Ozônio. Nessa localidade, 90% da radiação dos raios solares ultravioletas do tipo B (UV-B) são absolvidos pelo ozônio, o único gás que pode filtrar a radiação ultravioleta.

Para nós, humanos, a radiação pode causar danos à visão, envelhecimento precoce e aumentar o desenvolvimento de câncer de pele. E não é só isso: os animais também sofrem consequências com o aumento dos raios UV-B, que prejudicam o desenvolvimento de peixes, camarões, caranguejos e outras formas de vida aquáticas. Além disso, pode reduzir a produtividade do fitoplâncton (tipo de planta marinha capaz de fazer fotossíntese), base da cadeia alimentar aquática, provocando desequilíbrios ambientais.

 

Fontes: Protocolo de Montreal; MMA.gov e Ecologia Usp