Você já deve ter estudado que o Pantanal é um bioma que fica na Região Central do Brasil, entre os municípios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Sem dúvidas, esse o Patrimônio Natural Mundial é muito conhecido. Mas, já ouviu falar no Pantanal Mineiro? Pois, é… esta é uma área muito especial, considerada um refúgio de vida animal e que fica o Norte do estado. Vem conhecer os detalhes sobre esta reserva ambiental!

A região nomeada por cientistas como Pantanal Mineiro tem uma área equivalente a mais de 6 mil campos de futebol. Fica dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Pandeiros, entre os municípios de Januária e Bonito de Minas, no Norte de Minas. É banhada pelo Rio Pandeiros, um afluente do Rio São Francisco.

Vida animal e vegetação

No local, vivem cerca de 70% dos peixes da bacia do médio São Francisco, um verdadeiro berçário de espécies que depois viveram por toda a extensão do Velho Chico. Alguns desses peixes estão ameaçados de extinção como dourado, curimatá, piau-verdadeiro, piranha, traíra, matrinchã, surubim e pacu.

É proibido retirar ou usar qualquer recurso natural do Pantanal Mineiro, principalmente porque este é um ambiente único em Minas Geras.

O cenário ambiental daquele lugar reproduz muitas características do Pantanal mato-grossense, por isso a porção mineira ganhou o apelido. São áreas úmidas com mata no entorno da área pantanosa.

Nos arredores do Rio Pandeiros há lagoas marginais, que se interligam no período das chuvas, e são usadas como criadouros por espécies de peixes. A vegetação do Pantanal Mineiro é um misto de plantas existentes no cerrado e na caatinga, pois a reserva fica na transição entre esses dois biomas.

Além de peixes, o local abriga aves, como martim-pescador, pato-do-mato, mergulhão- pequeno e garça branca- grande. Também vivem por lá jacarés e capivaras.

APA de Pandeiros

A APA Pandeiros tem uma área de mais de 390 mil hectares e é a maior unidade de conservação do estado de Minas Gerais. Há pontos em que é permitido o uso sustentável de recursos naturais, mas algumas atividades como a criação de gato acabam prejudicando a resistência do solo e a cobertura vegetal.

O professor e pesquisador Ronaldo Belém, da Unimontes, estuda a região. Ele leva alunos do curso de Geografia em Montes Claros para trabalhos de campo. Os grupos fazem marcação dos pontos de impacto e, em seguida, farão um diagnóstico ambiental. Segundo o professor, o pisoteio do gado favorece a erosão do solo.